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Para entender o caso da Armênia e outros, uma lei da matemática e uma da física

Pior do que matar a Igreja – isso é impossível – é tirar o estímulo de ser católico. Quem pertencerá a uma instituição que não sabe defender seus direitos?

Redação (17/11/2020 18:46, Gaudium Press) Na matemática há uma expressão, “denominador comum”, que na linguagem corrente pode ser utilizada para assinalar uma característica semelhante a vários indivíduos ou coisas.

Lembrei-me da expressão quando, diante de alguns assuntos trazidos pelos noticiários da última semana, procurei encontrar um “denominador comum” entre a diversidade de temas. E encontrei.

Deixando de lado o caso político americano, tomemos três fatos.

O primeiro é o cessar fogo entre a Armênia e o Azerbaijão. Depois que a Rússia mediou o conflito, assistimos ao desespero dos armênios. Uns fazem manifestações, outros abandonam Nagorno, muitos choram e todos sentem-se injustiçados. Agora saem na internet vídeos dos azerbaijanos ocupando a região, os quais, curiosamente, profanam as igrejas e derrubam cruzes aos gritos de “Allahu Akbar”.

Na Europa – entramos no segundo tópico – a nova onda do Coronavírus fechou as igrejas e proibiu o culto. Milhares de católicos franceses reclamam a abertura das igrejas, mas ninguém dá atenção a eles.

E o terceiro é um fato pontual. Em Portugal, no último domingo, uma missa transmitida ao vivo foi interrompida. Um homem entrou no templo onde estava sendo filmado o ato, tomou lugar no ambão e começou a criticar a presença missionária na África.

Não é difícil encontrar um denominador comum nestas notícias, porque esta operação matemática exige apenas um pouco de bom senso.

No primeiro caso, um conflito armado, tudo parecia mera disputa territorial. Entretanto, os últimos acontecimentos mostraram que não era só isso. E agora que vemos novos atos de extremismo muçulmano, nos perguntamos: não era tudo pretexto para um caso religioso? E por que as medidas anti-coronavírus são tão rigorosas para as diversas formas de culto, se há tantos serviços essenciais por aí? Já em Portugal é fácil constatar que a Igreja também é vítima.

Nesta operação matemática, a que resultado chegamos então? A Igreja é continuamente solapada. Aparecem daí inúmeras incógnitas: são os desafios colocados à Igreja, num mundo que não é mais cristão.[1]

Agora a lei da física.

Sempre aprendemos que toda a ação tem uma reação. Ora, esse princípio só não se aplica àqueles que, por dever de encargo, deveriam velar pela Igreja de Cristo. De todos os lados há ações promovidas contra o rebanho de Cristo. Onde está a reação?

Por Paulo da Cruz


[1] Referência recente livro do Cardeal Gerhard Müller, “La force da la vérité”.

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