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Marcha pela vida congrega milhares de pessoas, nos Estados Unidos

Milhares de participantes se congregaram para apoiar o direito a vida e se opor ao aborto. A Marcha pela Vida acontece em um contexto judicial favorável que visa restringir o aborto nos Estados Unidos

Enquanto na Alemanha um movimento dito católico defende facilidades para a realização do aborto, nos EUA e Brasil progridem ações pela vida.

Redação (22/01/2022 12:30, Gaudium Press): Milhares de americanos engajados na luta pela vida participaram da 49ª edição da Marcha pela Vida (March for Life), na última sexta-feira, 21 de janeiro.

A Marcha acontece em um contexto favorável em torno do debate que visa revogar o decreto “Roe vs. Wade”, o qual permite o aborto no país.

Jeanne Mancini, presidente e organizadora da Marcha pela Vida disse que os participantes “esperam e rezam para que o ano de 2022 traga uma mudança histórica para a vida”.

O Padre Mike Schmitz, conhecido pelo podcast americano “Bible in a Year“, também participou da Marcha pela vida e se expressou em entrevista à EWTN dizendo que “Há uma razão para estarmos aqui. E as razões têm princípios. A Igreja apresentou ao mundo há 2.000 anos esta verdade de que todo ser humano importa, que toda vida importa… Cada pessoa aqui importa”.

A passeata que começou na Esplanada Nacional (Mall) terminou diante da Suprema Corte.

O aborto nos Estados Unidos

Em 22 de janeiro de 1973, a Corte Suprema Americana aprovou por 7 votos contra 2 o decreto conhecido como Roe vs Wade permitindo o acesso ao aborto até, aproximadamente, a 24 semana de gestação.

O decreto Roe vs Wade é superior às leis locais de cada Estado, o que garante o acesso ao aborto em todo território americano independentemente das leis estaduais

Uma importante iniciativa “pró-vida” que “põe certo freio na extensão da prática do aborto na rede pública hospitalar”, afirma professor especialista em Bioética.

Novo debate sobre a proibição do aborto

Recentemente a Suprema Corte Americana, de maioria conservadora, visa revogar o decreto abortista. O fato ocorre após a decisão dos juízes em acolher a análise de uma lei de Mississipi que proíbe o aborto a partir da 15 semana de gestação.

O Estado do Texas também aprovou em setembor passado uma lei proibindo o aborto a partir do momento em que se detecte batimentos cardíacos no feto, o que costuma acontecer por volta da 6 semana ou antes mesmo que a mulher tome conhecimento da gravidez.

Com a revogação e anulação da lei Roe vs Wate, cada estado americano seria livre para legislar o acesso ao aborto. Quase metade dos estados já têm leis restritivas ao aborto.

A decisão da Suprema Corte só será conhecida em junho de 2022, mas seis dos nove juízes são favoráveis à revogação. (FM)

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