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Católicos devem expressar seu descontentamento pela não reabertura dos templos

Dom Dominique Rey, Bispo de Fréjus-Toulon, na França, publicou um vídeo no qual critica a disposição do governo da França de postergar a reabertura do culto religioso até junho.

França – Toulon (05/05/2020 18:00, Gaudium Press) Outra voz se junta à dos vários Bispos que manifestaram sua indignação pública, após a decisão do governo francês, através do primeiro-ministro, de adiar o reinício do culto religioso público até pelo menos 2 de junho. Desta vez, foi a vez do reconhecido Dom Dominique Rey, Bispo de Fréjus-Toulon, para quem a determinação do governo é uma grave ofensa aos católicos.

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Não poder participar da Missa é uma ofensa aos católicos

“Considero essa proibição incompreensível e injusta. O Governo discrimina as medidas de redução escalonadas previstas em outras áreas da vida pública e social. Sim, é uma ofensa aos católicos. Para as centenas de milhares de fiéis que poderão comprar, trabalhar, se reunir, seguindo as regras de segurança sanitária, mas não poderão ir à Missa ou participar em um culto, quando as celebrações são momentos essenciais, vitais, não apenas na vida de um fiel, mas também para a vida de nossa sociedade, dado que nelas pedimos a Deus por seu auxílio, sua ajuda, por nosso país e pelo mundo”.

Da Missa depende a saúde das nossas almas

O prelado chega a falar -em sua linguagem serena- de sua rejeição como de uma atitude de insurgência, pela desconsideração com a qual foi tratado o principal ato de culto católico, a Eucaristia: “Sim, eu me insurjo contra o fato de tratar a missa como uma atividade secundária ou mesmo lúdica. Dela depende a saúde das nossas almas”, disse.

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A igreja sempre esteve disposta a prevenir em seus ofícios a propagação do Covid 19

O Bispo de Toulon expressa o que também já foi afirmado por vários prelados, no sentido da disposição da Igreja em “aplicar todas as medidas necessárias de higiene e segurança pessoal, de distanciamento social, no locais de culto. Está disposta a multiplicar as celebrações para evitar aglomerações excessivas. Estamos dispostos a conversar com as autoridades municipais para aplicar o protocolo das normas indispensáveis para evitar qualquer contágio”. No entanto, ele censura o fato de que toda essa boa disposição tenha sido descartada pelo governo “sem mais, com uma simples frase que proíbe o exercício do culto. É chocante o tratamento discriminatório imposto, a falta de consideração pelos cristãos. A liberdade religiosa garantida pela Constituição é assim amordaçada, limitada”.

Dom Dominique convida os católicos a manifestarem seu descontentamento

Diante das disposições governamentais, Dom Dominique Rey convida para “que os católicos façam ouvir sua voz, e que expressem seu descontentamento, de maneira clara, pacífica mas firme, diante de semelhante desprezo”.

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Promover a confiança, a esperança no Senhor

Em relação à manutenção da Fé e piedade, ele afirma que “devemos continuar nos organizando como muitos fizeram desde o início da quarentena, utilizando as redes sociais para tecer laços entre nós, sendo solidários com as pessoas isoladas, frágeis, idosas, visitando os doentes, fazendo de cada um de nossos lares, igrejas domésticas, com momentos de oração, compartilhando como irmãos momentos propícios à interioridade, a meditação. Devemos inventar novas formas de vida cristã, de culto, de relacionamentos fraternos e diante da incerteza de amanhã, promover a confiança, a esperança no Senhor”. (EPC)

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