Você sabia que um anel faz parte das insígnias papais?
Ao ser eleito, o Papa recebe o anel do pescador, não como um mero adereço, mas sobretudo como símbolo da missão de conduzir a Igreja.
Foto: Vatican News
Redação (08/09/2026 08:44, Gaudium Press) O anel do pescador, ou anulus piscatoris, é um dos ornamentos mais significativos do Papa, por representar sua autoridade espiritual como Sucessor de São Pedro, a pedra sobre a qual Nosso Senhor edificou sua Igreja.
Introduzido nos trajes pontifícios durante o século XIII por Clemente IV, o anel exerce não só um papel decorativo, mas também simbólico, pois os fiéis manifestam, por meio do ósculo, sua veneração ao Sucessor de Pedro, gesto outrora comum nas reverências aos monarcas. Até 1842 o anel servia também para selar cartas e documentos privados.
Sua nomenclatura faz alusão ao Primeiro Pontífice e aponta a missão do Doce Cristo na terra. Deve ele ser pescador, não nos mares ou rios, nem mesmo em busca de peixes, mas em todo o mundo, à procura de almas, a fim de atender o chamado feito a Pedro: “Vinde após Mim e vos farei pescador de homens” (Mt 4, 19).
O anel, entregue ao Vigário de Cristo pelo Cardeal Camerlengo durante a Missa de início do pontificado, é renovado para cada Papa, levando sempre, em latim, o nome do novo Sucessor de Pedro ao redor de uma gravura do Príncipe dos Apóstolos em uma barca, lançando a rede. Esse adorno, porém, deve ser destruído ou desfigurado pelo Camerlengo diante de todo o Colégio Cardinalício após o falecimento do Santo Padre, dando início oficial à sede vacante.
Uma crença antiga supunha haver uma veia que corria diretamente do dedo anular para o coração, a vena amoris, de onde se deriva o costume de utilizar um anel como sinal de união e compromisso, bem como a fidelidade mútua e perpétua. Mutatis mutandis, ao ser eleito, o Papa recebe o anel do pescador, não como um mero adereço, mas sobretudo como símbolo da missão de conduzir ao Coração de Cristo sua Esposa Mística, a Igreja.
Por Luciana Sibaja Giraldo





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