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Venezuela: ruína do país, êxodo, pobreza e miséria

Os bispos da Venezuela emitiram uma Carta Pastoral depois da assembleia plenária.   

Redação (14/01/2022 11:16, Gaudium Press) Vários pontos da triste e terrível realidade político-social da Venezuela foram destacados pelos bispos do país, após concluir sua assembleia plenária ontem. Para aqueles que acompanharam os comunicados pós-assembleia, lamentavelmente perceberam que muitas de suas observações são repetidas, em uma situação que pode parecer sem esperança. Mas eles, os bispos, sempre apelam para Cristo.

Os prelados destacam, tanto na carta pastoral pós-assembleia (intitulada “Que o teu grande amor, Senhor, nos acompanhe, assim como esperamos em ti”), quanto em declarações à mídia, que se está na presença de “um sistema político exclusivo”.

Um poder que se prolonga no fracasso e ineficiência

“É um pecado que clama ao céu querer manter o poder a todo custo e pretender prolongar o fracasso e a ineficiência destas últimas décadas: é moralmente inaceitável!”, afirmou o Arcebispo de Cumaná, Mons. Jesús González de Zárate, recém-eleito presidente da Conferência Episcopal.

O prelado apontou três realidades “escandalosas” que podem resumir a tragédia da Venezuela: “O desmantelamento das instituições democráticas e das empresas estatais”, o “êxodo dramático devido à emigração forçada de quase seis milhões de compatriotas expatriados”, e “a pobreza da grande maioria do nosso povo, com particular ênfase na desnutrição infantil e nas situações de injustiça vividas pelos idosos”.

Um princípio que resumiria todas as ações do governo na Venezuela seria “converter o ser humano, criado por Deus como ser livre e responsável, em um simples executor de centros idólatras de poder”.

Ilhas de opulência num mar de miséria

Em uma observação inédita, que lembra a realidade cubana, onde bolsões de opulência podem ser vistos em meio à miséria, o Arcebispo de Cumaná falou dos “investimentos consideráveis que estão ocorrendo no país e que beneficiam apenas poucas pessoas ou grupos de investidores em áreas inacessíveis à maioria empobrecida da população”.

Ao ler a Carta, o Arcebispo salientou que “nas nossas cidades estão surgindo casinos e casas de jogo, bares, restaurantes e hotéis, casas e edifícios luxuosos. Em todos os tempos, o luxo e o desperdício que uns poucos ostentam ofendem a Deus e aos nossos irmãos, mas com maior força neste tempo de crise global e pandemia que o país atravessa”.

O prelado referiu-se às recentes eleições no estado de Barinas, berço do chavismo, onde esse partido perdeu: “Os resultados de domingo, 9 de janeiro, são uma demonstração de como é necessário reconhecer e aceitar que estamos diante de uma mudança na Venezuela, que passa pela necessidade de encontro e compreensão, para construir um país livre da opressão e da deterioração a que tem sido submetido”.

Toda esta realidade exige uma refundação do país, disseram os bispos.

Com informações Aleteia.

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