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Vacinas, bombas e rabinos

Depois do vírus, começaram os tiros. Entre vírus e tiros, quem sobreviverá?

Redação (17/06/2020 15:00, Gaudium Press) Com grande expectativa, a humanidade aguarda o lançamento da vacina contra o coronavírus. Surpreso, o mundo assiste as manifestações públicas que brotam dos mais variados cantos do planeta. Perplexos, os católicos podem ir ao trabalho, à rua, ao mercado, às lojas, aos ônibus, aos restaurantes, mas não podem ir à igreja. Por quê?

É inteiramente compreensível que um país tome medidas de segurança ao presenciar uma epidemia. Uma das primeiras medidas seria estudar as características do vírus, suas consequências, seu modo de contágio e, forçosamente, sua vacina. Enquanto isso não acontece, as manifestações públicas começam a registrar o novo modo de um país perder seus habitantes. Se o vírus não é capaz de exterminar as pessoas, a polícia assumirá o encargo? É uma interrogação que já começou a perturbar o sono de muitos. Aflitos, alguns vão além: “será que não estamos na iminência de uma guerra civil?”.

Quem dera que nos viesse um socorro do céu!

Depois das máscaras virão os coletes à prova de balas?

Se escaparmos ilesos do vírus, vamos conseguir igualmente esquivar-nos dos tiros? E sendo assim, quem será capaz de assumir o controle da situação? Será que depois das máscaras virão os coletes à prova de balas? A confusão de nossos dias é tal, que se torna simplesmente impossível esboçar uma resposta.

Espelho característico desse “estado de coisas” são as tentativas de “implementar o caos”¹ por meio de protestos nos EUA, quando às pessoas tira-se a liberdade gradualmente. De qualquer modo, vindo ou não uma guerra, os católicos continuam perplexos, sem sacramentos, sem orientação, sem instrução e, sobretudo, sem explicação. Por isso, o risco de que haja agora uma “sequência de pautas, de quebra-quebra, de violência, sob os auspícios de que estamos defendendo o bem”² , será frequente.

O que realmente é necessário: o cuidado do corpo ou da alma?

Enfim, é de se perguntar o que realmente é necessário: o cuidado do corpo ou da alma? Seria melhor então sermos como os rabinos do primeiro século, chamados por Jesus de sepulcros caiados: brancos por fora, mas podres por dentro? (Cf. Mt 23, 27).

Magnífica repreensão deu Jesus Cristo aos mestres da lei e aos fariseus de seu tempo; oxalá suas palavras eternas sirvam para nossos dias. Livre-nos Deus de estarmos mais preocupados com a saúde material do que com a vida eterna, para que não sejamos igualmente recriminados por Deus com aquelas palavras:

“Guias cegos! Filtrais um mosquito e engolis um camelo. Acabai, pois, de encher a medida de vossos pais!” (Cf. Mt 23, 24-33).

Afinal de contas: “O Bom Pastor expõe sua vida pelas ovelhas” (Jo 10, 11b).

Por Cícero Leite

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