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Um sacerdote mundano não passa de um pagão clericalizado, adverte o Papa

Francisco alertou aos sacerdotes sobre três espaços de idolatria nos quais o demônio se aproveita para enfraquecer a vocação sacerdotal.

Cidade do Vaticano (14/04/2022 12:52, Gaudium Press) Na manhã desta quinta-feira, o Papa Francisco celebrou a Santa Missa do Crisma, na Basílica de São Pedro, abençoando os santos óleos e renovando as promessas sacerdotais. Com a cerimônia, o Santo Padre iniciou oficialmente os ritos do Tríduo Pascal.

Manter os olhos fixos em Jesus

Durante sua homilia, o Pontífice ressaltou que “ser sacerdote é uma graça muito grande”, que todavia não se destina ao próprio sacerdote, mas aos fiéis. E é do Senhor que receberá a recompensa, isto é, o seu Amor e o perdão incondicional dos pecados. Em seguida, dirigindo-se aos sacerdotes, fez um convite à fidelidade para que se mantenha os olhos fixos em Jesus.

Francisco também alertou aos sacerdotes sobre três espaços de idolatria nos quais o demônio se aproveita para enfraquecer a vocação sacerdotal: mundanidade, o pragmatismo e o funcionalismo.

A mundanidade

Sobre o primeiro deles, a mundanidade espiritual, o Santo Padre ressaltou que o seu critério é o triunfalismo sem Cruz, andar à procura da própria glória, roubando a presença de Jesus humilde e humilhado. Segundo ele, um sacerdote mundano “não passa de um pagão clericalizado”.

O pragmatismo

Já o segundo, a idolatria, é a primazia ao pragmatismo dos números. O Pontífice destacou que quem possui este ídolo se reconhece pelo seu amor às estatísticas. Entretanto, ele advertiu que as pessoas não podem ser reduzidas a números e que quem idolatra os números no fundo quer substituir o Espírito Santo, fazendo que tudo apareça de forma abstrata e contabilizada.

O funcionalismo

Por fim, sobre o terceiro espaço de idolatria, o funcionalismo, Francisco alertou que “a mentalidade funcionalista não tolera o mistério, aposta na eficácia. Pouco a pouco, este ídolo vai substituindo em nós a presença do Pai”. O funcionalista não sabe alegrar-se com as graças do Espírito e se compraz com a eficácia dos programas.

Concluindo, o Papa esclarece ainda que nestes dois últimos espaços de idolatria, a esperança em Deus é substituída pela constatação empírica, uma atitude que desintegra a união do rebanho, prejudica a fidelidade da aliança sacerdotal e resfria a relação pessoal com o Senhor. (EPC)

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