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Um bispo que se casa e uma religiosa agora garçonete

Notícias sobre duas pessoas religiosas que estão circulando atualmente nas manchetes da mídia em todo o mundo.

Redação (23/11/2022 10:12, Gaudium Press) Uma delas é o do ex-bispo de Albany, capital do estado de Nova York, no nordeste dos Estados Unidos, Dom Howard Hubbard, 84, que enfrenta acusações de abuso sexual de menores, e admitiu a realocação de sacerdotes abusadores, segundo a agência de notícias The Pillar Catholic.

O Bispo pediu agora ao Papa que o reduza ao estado laico, alegando que o exercício do seu ministério sacerdotal foi injustamente restringido, algo que a diocese de Albany nega. The Pillar afirma que o bispo se recusou a responder perguntas sobre todo o assunto, e que algumas fontes disseram à agência que ele realmente expressou seu desejo de se casar, se o Vaticano lhe conceder o status de leigo. Em outras palavras, o que o bispo desejaria seria a dispensa do celibato sacerdotal para contrair matrimônio.

A outra notícia que está circulando muito é a da ex-freira Cristina Scuccia, que venceu um reality show musical na Itália, em 2014, ganhando assim notoriedade em todo o mundo, mais por ser uma religiosa cantando músicas profanas.

Scuccia havia feito votos perpétuos em 2019, relata a Aciprensa .

Agora, no último final de semana, ela apareceu no programa italiano Verissimo, contando a atualização de sua história, dizendo que mora na Espanha, trabalha como garçonete e continua se dedicando à música. “A exposição mediática, ao longo do tempo, foi o motor de muitas interrogações. Entrei em crise, não sabia quem eu era, comecei um caminho com uma psicóloga”, contou a ex-freira à apresentadora do programa.

Ela sentia que seu “amadurecimento pessoal foi comprimido pelo hábito e as regras”. Em outras palavras, ela já queria outra coisa para sua vida que não combinava mais com a vida comunitária. “Continuo acreditando em Deus e não tenho intenção de abandonar o caminho da fé”, assegurou a ex-irmã Succia no programa.

Rezemos por ela e pelo bispo, e nossas considerações a seguir não são juízos sobre eles.

As delícias do mundo X deleite de Deus

Foi só olhar para as manchetes do que aconteceu com esta ex-freira, que me vieram à mente as imagens de sua apresentação no reality show italiano, e principalmente a exultação de suas irmãs de vocação que a acompanhavam na época, e que hoje devem estar lamentando sua partida. Enquanto a religiosa com o seu hábito e o seu crucifixo saltava ao ritmo de No one, as companheiras mais velhas, talvez a superiora ali presente, acompanhavam animadamente o canto, os aplausos dos presentes, a surpresa e os gritos do júri. E quando o júri a escolheu, as imagens mostram essas três religiosas pulando e gritando de alegria.

Certamente estavam longe de imaginar o drama que iria passar a agora ex-religiosa, e certamente também a comunidade. Drama iniciado e promovido pelas luzes, pelas câmeras e pelos repetidos aplausos. Drama que foi amplamente exposto no programa Verissimo.

No entanto, era um drama que deveria ao menos se temer, se não prever, porque o mundo é o mundo, e embora devamos agir no mundo, não devemos ser do mundo, mas de Cristo: “Eles não são de mundo, assim como eu não sou do mundo”. (Jo 17, 16)

No one, no one, no one / Can get in the way of what I’m feeling / No one, no one, no one / Can get in the way of what I feel / For you, you, you.

Ninguém, ninguém, ninguém / Pode mudar o que eu estou sentindo / Ninguém, ninguém, ninguém / Pode mudar o que eu sinto por você, você, você.

Assim diz o refrão, que ademais é falso. É falso, porque meu próximo e o mundo podem interferir para o bem ou para o mal no meu relacionamento com meus irmãos e com Deus. E também pode interferir o demônio, que está nas palavras de São Pedro, “como um leão que ruge, buscando a quem devorar” (1 Pedro 5, 8). É só deixar de estar em guarda contra ele e abrir-lhe uma porta, que ele realmente se lança a devorar.

O mundo tem suas máximas, sua lógica, seu governo e seu ‘rei’, que não é propriamente Deus. Devemos fazer apostolado no mundo, mas temos que ter muito cuidado, porque podemos acabar adquirindo as cores do mundo, os cheiros do mundo, o sabor do mundo. Não tem jeito.

Isso vale para todos, leigos, religiosos e até para o Papa. Valia também para Judas, que era “um dos doze”, dos escolhidos, mas que se deixou penetrar pela lógica do mundo, e, no final, “Seria melhor para esse homem que jamais tivesse nascido!” (Mt 26, 24).

Se nossas obrigações nos levam a desenvolver nossa atividade em um ambiente altamente elogiado pelo mundo, é necessário que você duplique, triplique, quadruplique sua vida de oração e piedade, para que o mundo não corte seu relacionamento com Deus. E que, de vez em quando, faça um recolhimento, se retire daquele ambiente, para readquirir as boas perspectivas da eternidade, e sacudir as brumas do mundo que sempre grudam.

De resto, este mundo, além de muito pecaminoso, está se tornando cada vez mais monótono e enfadonho, pois é só orgulho e sensualidade, ausências do bem e marcas registradas de satanás.

E o que devemos fazer é pedir a Deus que destrua o mundo do maligno para que venha um verdadeiro reino cristão, onde prevaleçam as virtudes.

Por Saul Castiblanco

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