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Trump visita complexo João Paulo II e Arcebispo de Washington se indigna

O ato comemorava os 100 anos do nascimento do Papa polonês e a assinatura de uma ordem presidencial que favorece a liberdade religiosa no mundo.

Estados Unidos – Washington (03/06/2020 10:00, Gaudium Press) A sensação de caos, que boa parte dos EUA está vivendo pelos múltiplos protestos, parece ter alcançado muitas consciências católicas que não chegam a entender as declarações emitidas pelo Arcebispo de Washington, Dom Wilton Daniel Gregory.

Visita de Trump ao complexo João Paulo II

O presidente Donald Trump visitou o Santuário Nacional São João Paulo II, localizado em Washington D.C., que tem na sua entrada uma grande imagem do Santo polonês, e um banner com uma de suas fotos mais conhecidas.

O motivo da visita era múltiplo: comemorar os 100 anos do nascimento do Papa polonês, mas também celebrar a assinatura de uma ordem presidencial que favorece a liberdade religiosa no mundo, liberdade que em muitos lugares não é reconhecida aos católicos. De forma específica, a ordem presidencial prioriza a liberdade religiosa em planos e projetos de cooperação internacional que os EUA realize, planos aos quais devem se dedicar pelo menos 50 milhões de dólares.

Acompanhado por sua esposa Melania, que é católica, o presidente americano colocou uma oferenda floral na imagem de São João Paulo II, e guardou uns minutos de silêncio.

“Nossos fundadores entenderam a liberdade religiosa não como uma criação do Estado, mas como um dom de Deus para cada pessoa, e como um direito que é fundamental para a prosperidade de nossa sociedade”, reza o Artigo 1 da Ordem Executiva para o Avanço Internacional da Liberdade Religiosa.

Declarações do Arcebispo de Washington

No entanto, após a visita, em declarações, que para muitos são inexplicáveis, o Arcebispo da capital americana, Dom‎ Gregory, afirmou que “me parece desconcertante e repreensível que qualquer instalação religiosa permita ser usada e manipulada de uma forma tão ultrajante violando nossos princípios religiosos, que nos chamam a defender os direitos de todas as pessoas, incluindo daquelas com as quais somos diferentes”.

Dom Gregory também disse que o “Santo Papa João Paulo II foi um ardente defensor dos direitos e da dignidade dos seres humanos”, e que o Papa polonês não aprovaria o uso de gases e outros elementos para silenciá-los.

Reações

Muitos não entendem o motivo pelo qual as instalações visitadas por Trump tenham sido manipuladas, justamente quando se comemorava uma iniciativa do governo americano para promover a liberdade religiosa, que em muitos lugares é desconhecida para os cristãos e especificamente para os católicos.

Além disso, analistas manifestam que não entendem a que o prelado se refere especificamente quando fala de violação dos princípios religiosos, porque as forças de segurança fazem uso legítimo de medidas para conter distúrbios ou vandalismo.

As declarações do prelado estão sendo criticadas também porque em sua condição de afro-americano, podem ser usadas como uma legitimação de atos violentos que foram cometidos por estes dias no convulsionado país. (EPC)

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