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Texto-base para o Mês da Bíblia 2021 é lançado pela CNBB

O Mês da Bíblia deste ano terá como tema a Carta de São Paulo Apóstolo aos Gálatas e como lema o trecho bíblico “pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,28d).

Redação (06/04/2021 15:19, Gaudium Press) Em preparação ao Mês da Bíblia deste ano de 2021, que terá como tema a Carta de São Paulo Apóstolo aos Gálatas e como lema o trecho bíblico “pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,28d), as Edições da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicaram o texto-base e os encontros bíblicos para esta ocasião.

Estes dois subsídios, encaminhados pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, têm por objetivo auxiliar as comunidades e paróquias no aprofundamento bíblico, na preparação e vivência do Mês da Bíblia 2021.

O Arcebispo de Curitiba e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, Dom José Antônio Peruzzo, escreve na apresentação do texto-base que se “o leitor ou leitora se mantiver atento, ser-lhe-á possível encantar-se com a sua Igreja. Verá que problemas nunca faltaram. E que belas experiências de Fé sempre se multiplicaram”.

O Espírito Santo que guia a Igreja, fez com que Ela optasse pela Bíblia completa, a versão dos Setenta de Alexandria, o que vale até hoje para os católicos.

Uma das melhores reflexões bíblicas sobre a força libertadora da Fé em Jesus Cristo

Segundo o autor do texto-base Mês da Bíblia 2021, Professor Joel Ferreira, a Carta aos Gálatas, apresenta fortes traços teológicos e doutrinais, sendo uma das melhores reflexões bíblicas sobre a força libertadora da Fé em Jesus Cristo.

Ainda de acordo com o professor, a Carta aos Gálatas aborda dois temas em especial. O primeiro é o conflito no início do cristianismo envolvendo judeu-cristãos e gentio-cristãos. Os judeus convertidos queriam que os gentios guardassem as leis provenientes da cultura e dos costumes judaicos.

Durante esse episódio, o próprio São Paulo Apóstolo ficou do lado dos gentios, enfrentando as lideranças da Igreja para que os gentios fossem cristãos livres das amarras judaicas. “Isso foi resolvido num encontro em Jerusalém. Pedro, Tiago e João ouviram a Paulo, Barnabé e Tito. Entraram num acordo para que os dois grupos se respeitassem e entendessem a liberdade em Cristo. O importante era terem a unidade”, disse o professor.

Proposta para o mês da Bíblia

Já o segundo tema, trata de um ‘Hino Batismal’ transcrito por São Paulo no qual se diz que todos os cristãos são filhos de Deus pela Fé em Jesus Cristo, pois todos foram batizados e se vestiram de Cristo. “Então, são colocadas três assertivas: a) não há judeu nem grego; b) não há escravo nem livre; c) não há homem e mulher; pois todos são UM só em Cristo Jesus (Gl 3,26-28)”,

Para o especialista em Sagradas Escrituras, essas três afirmações serão o foco mais forte do mês da Bíblia pois abordam, dentro das comunidades, as questões de etnias e religiões, o problema das contradições sociais e, por fim, as questões relacionadas às mulheres. “A proposta do mês da Bíblia é que as comunidades possam superar as contradições porque todos formam uma só (unidade) em Jesus Cristo”, concluiu. (EPC)

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