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Terremoto na Colômbia: templos históricos também foram afetados

Um violento sismo de magnitude 7,4, com epicentro em San José del Palmar (Chocó), provocou graves danos estruturais em diversos templos históricos do patrimônio religioso da Colômbia.

Catedral de Manizales Foto: Facebook

Catedral de Manizales Foto: Facebook

Redação (10/08/2026 16:08, Gaudium Press) Na manhã desta segunda-feira, 10 de agosto, por volta das 7h34 (hora local), um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o departamento de Chocó, no oeste colombiano. O epicentro foi localizado próximo a San José del Palmar, a profundidades estimadas entre 96 e 103 quilômetros, segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC). Trata-se do sismo de maior magnitude registrado no país na última década. O movimento foi sentido em amplas regiões da Colômbia — incluindo Bogotá, Medellín, Cali, o Eixo Cafeicultor (Manizales, Pereira e Armênia), Quibdó e outras cidades — e também em países vizinhos como Panamá, Venezuela e Equador. Foram registradas réplicas, entre elas uma de magnitude 4,8.

Graves danos ao patrimônio sagrado

O tremor afetou gravemente a infraestrutura de igrejas em várias dioceses. A Catedral Basílica de Manizales (Catedral Basílica Metropolitana Nuestra Señora del Rosario), um dos principais símbolos neogóticos do país e uma das catedrais mais altas das Américas, sofreu o colapso parcial de uma de suas torres laterais. Vídeos difundidos nas redes mostram o momento em que a torre cede e desaba, com destroços espalhados nas ruas adjacentes, múltiplas rachaduras no restante da estrutura, desprendimento de elementos da fachada. Imagens mostraram como o interior do templo oscilou: os lustres, a mesa de credência, o relicário e outros objetos sagrados devido ao forte terremoto. Há temor pela estabilidade da torre principal.

A Igreja San José de Pereira registrou o desprendimento e o desabamento de elementos superiores, incluindo parte da cúpula/torre e impactos na fachada principal em direção à via pública. Imagens captaram o pânico nas ruas vizinhas no momento do colapso parcial.

O templo de Santo Domingo, em Popayán, apresenta severas rachaduras e fissuras em seus antigos muros coloniais. A paróquia de Jardín, no departamento de Antioquia, reportou falhas estruturais e danos físicos que comprometem sua estabilidade. Outras igrejas em diversas localidades do país também sofreram danos, embora o balanço completo ainda esteja em avaliação.

Solidariedade eclesial e chamado à oração

As autoridades eclesiásticas ativaram imediatamente os protocolos de emergência e de acompanhamento espiritual. Dom Mario de Jesús Álvarez Gómez, bispo de Istmina-Tadó (região próxima ao epicentro), confirmou que na zona do epicentro não se registraram perdas humanas nos recintos sagrados, embora persistam danos materiais em tetos e coberturas.

A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN Colômbia) já se encontra em comunicação direta com os bispos das regiões mais atingidas, como a diocese de Quibdó. O objetivo prioritário é avaliar de forma precisa as necessidades urgentes para iniciar a reconstrução desses espaços de fé. Diversas dioceses disponibilizaram templos seguros como centros de recolhimento e refúgio para os desabrigados.

O sismo recorda antecedentes históricos da região, como o evento de magnitude 7,2 de novembro de 1979. Autoridades civis e eclesiais reiteram o chamado à calma, à consulta de fontes oficiais (SGC e Unidades de Gestão de Risco) e, sobretudo, à solidariedade e à oração pelas comunidades afetadas e pela recuperação do patrimônio religioso que, para milhares de fiéis, representa não apenas história, mas lugar de encontro e esperança.

A Igreja colombiana e organismos de apoio seguem mobilizados para avaliar danos, prestar assistência espiritual e material e planejar a reconstrução, para que esses templos voltem a ser, o mais breve possível, espaços vivos de fé e de comunhão.

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