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Spielberg: audácia de quem quer abalar nossa fé?

As declarações do cineasta ao programa CBS Sunday Morning vão muito além do contexto de seu último filme.

Foto: Wikipedia

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Redação (16/06/2026 15:00, Gaudium Press) Um tanto presunçoso o senhor Steven Spielberg, como outros já foram antes dele. Lembra quando um dos Beatles afirmou que o grupo era “mais famoso que Jesus Cristo”? Mais humilde, ao menos em palavras, foi o orgulhoso Napoleão que, certa vez, declarou nunca ter a pretensão de se fazer adorar como Deus, porque, depois de Jesus Cristo, para isso seria necessário se fazer crucificar: “Pour se faire Dieu, après Jésus-Christ, il faudrait se faire crucifier”.

O orgulhoso Steven Spielberg, ao promover seu novo filme Disclosure Day, declarou recentemente ao programa CBS Sunday Morning que, “se essa verdade fosse revelada de repente [a suposta interação com alienígenas] e se o governo anunciasse: ‘Sim, estamos escondendo isso desde 1947’, isso afetaria muita gente. E o filme também assume a posição da Igreja. Que impacto isso teria nas crenças fundamentais que muitos de nós temos? Deus, o nosso Deus, existe apenas neste planeta ou é um Deus para todo o universo, onde existe civilização, vida inteligente e até vida em desenvolvimento?”.

Pois é. Que tremam Jesus Cristo e sua Igreja, porque o filme de Spielberg vai conseguir o que não conseguiram tiranos de todos os tempos, de Juliano, o Apóstata, a Hitler: desmentir as verdades que o Salvador trouxe ao mundo.

Um tanto pretensioso o Sr. Spielberg. Aliás, muitos de seus espectadores — inclusive fãs — estão reagindo à divulgação de Disclosure Day com um sonoro “ejemm…” ou um desconfiado “mmm…”.

Curioso notar que certos cineastas, como Spielberg, têm o catolicismo enraizado na cabeça. Um crucifixo, Santa Clara, convento com freiras de hábito, religiosas em oração na capela, mulheres fazendo o sinal da cruz, uma coprotagonista que quase se torna religiosa… Todos esses ingredientes ele coloca em Disclosure Day. Parece que o diretor tem um problema com a Igreja de 2.000 anos, e não com outra.

É difícil não perceber que o tema religioso-messiânico o obceca tanto a ponto de ele questionar o que aconteceria se ficasse provado que os alienígenas são mais empáticos que o ser humano — ou até mais que o próprio Deus —, sendo mais capazes de trazer paz à Terra. Pensamentos como esse fazem lembrar a voz da antiga serpente que sussurrou no Paraíso, insistindo para que comessem do fruto proibido: “sereis como deuses”, ou seja, melhores que Deus.

Diante das alusões religiosas de Spielberg no contexto de Disclosure Day, é inevitável lembrar também as interpretações que muitos fazem de seu E.T., visto como uma paródia do Messias — algo que o diretor sempre negou. Mas as coincidências são muitas: o dedo do E.T. tocando o de Elliott, como na Criação de Adão de Michelangelo na Capela Sistina; um E.T. que morre e é coberto por um “sudário”, mas ressuscita milagrosamente; um E.T. com poderes curativos “sobrenaturais”; um E.T. que, depois de ressuscitado, “ascende” aos céus, para o seu “lar”, mas avisa a Elliott que “estarei aqui mesmo”; um E.T. com um coração vermelho, meio ao estilo do Sagrado Coração de Jesus… Coincidências iconográficas demais. E quando as coincidências são muitas, até o santo desconfia.

Enfim, Disclosure Day está cercado de grande publicidade. Veremos se ele é apenas um capítulo de uma narrativa ainda maior que o próprio diretor parece querer contar. De qualquer forma, já sabemos o final: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”. Quem disse? Ah, o verdadeiro Deus… (CCM)

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