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“Segunda-feira do Anjo”, o que a Igreja comemora neste dia?

A “Segunda-feira do Anjo” é a festa que prolonga a intensa alegria da Páscoa quando a liturgia repete: ‘Este é o dia feito pelo Senhor: alegremo-nos e exultemos!’.

Redação (18/04/2022 10:04, Gaudium Press) Encerrada a Semana Santa, com o tempo Pascal, na liturgia católica a oração mariana do Angelus é substituída pelo Regina Coeli: uma afirmação de que o Senhor ressuscitou verdadeiramente e um convite para exultar de alegria com as aclamações de aleluias.

Por que Segunda-feira do Anjo?

A recitação do Regina Coeli inicia-se nesta segunda-feira e vai até o final da Páscoa no dia de Pentecostes. A partir de hoje, até o final da Páscoa, no dia de Pentecostes, nas horas litúrgicas do Angelus reza-se a oração do Regina Coeli.

A segunda-feira que vem logo após o domingo da Ressurreição do Senhor é denominada na tradição da Igreja como sendo a “Segunda-feira do Anjo”. Ela recebe este nome seguindo uma tradição muito bonita que corresponde às fontes bíblicas sobre a Ressurreição.

São João Paulo II e a Segunda-Feira do Anjo

No dia 31 de março de 1997, durante a recitação do Regina Coeli, o Papa São João Paulo II tratou sobre esse tema explicando que a Segunda-Feira de Páscoa é tradicionalmente chamada de Segunda-Feira do Anjo “porque no evento extraordinário da Ressurreição, os anjos aparecem, ao lado das mulheres e dos Apóstolos, como protagonistas significativos”.

“É precisamente um anjo que, do sepulcro vazio, dirige a primeira mensagem às mulheres que ali chegam para completar a inumação do corpo de Jesus. Ele diz-lhes: ‘Não vos assusteis!’. E acrescenta: ‘Buscais a Jesus de Nazaré, o Crucificado Ressuscitou, não está aqui’ (Mc. 16, 6)”, ressaltou o Pontífice.

A presença dos anjos em momentos importantes da vida de Jesus

O saudoso pontífice recorda que os anjos estiveram a serviço dos planos de Deus nos momentos fundamentais da história da salvação, manifestando sua presença em todos os momentos mais importantes da vida de Jesus: “anunciam o Seu nascimento (cf. Mt. 1, 20; Lc. 1, 26; 2, 9), guiam a Sua fuga para o Egito e o retorno à Pátria (cf. Mt. 2, 13.19), servem-Lhe de conforto no final das tentações no deserto (cf. Mt. 4, 11) e na hora da paixão (cf. Lc. 22, 43); no fim dos tempos, estarão ao lado do Redentor no momento do Juízo sobre a história e o mundo (cf. Mt. 13, 41).

E concluiu dizendo que a festa da Segunda-feira do Anjo “prolonga a intensa alegria da Páscoa. A Liturgia repete: ‘Este é o dia feito pelo Senhor: alegremo-nos e exultemos! ’. O anúncio pascal, que o mensageiro divino dirigiu às mulheres, é repetido a cada um de nós pelo nosso anjo da guarda: ‘Não temas! Abre o coração a Cristo ressuscitado’”. (EPC)

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