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São Pio de Pietrelcina e o gravíssimo pecado do aborto

“O dia em que as pessoas perderem o horror ao aborto, este será um dia terrível para a humanidade”, afirmou o santo italiano.

Redação (18/08/2020 16:30, Gaudium Press) Muito conhecido por seus estigmas, seu fervor e seus milagres, São Pio de Pietrelcina converteu inúmeras pessoas com seu exemplo de santidade. Mas acima de tudo, o Santo italiano foi um exímio confessor, defensor da doutrina católica. Diante do pecado, não tinha receio de usar um discurso que hoje seria considerado muito duro por algumas pessoas. Seu principal objetivo era a salvação das almas e que as ofensas a Deus não fossem vistas com banalidade.

O príncipe das trevas reina na alma que anuncia o aborto como benigno

Uma vez, ao comentar sobre o pecado do aborto, São Pio assim falou [1]: “Se soubésseis quão terrível é este pecado, que chamam de aborto… Se pudésseis sentir a dor das chagas de Cristo, que derramaram o Sangue precioso para a salvação do homem. Quando vós virdes uma alma que anuncia o aborto como feito benigno, sabereis que nela reina o príncipe das trevas, e sua eternidade está por hora no livro da morte”.

“Malditos! Desgraçados! Ai desses infelizes homens que ousam tentar a ira divina. Cairá sobre eles a fúria eterna dAquele que os criou. Ai de nós!, meus confrades, se consentirmos com esse miserável e mortal pecado. Não ousemos tomar o lugar do Criador, e não permitamos que nenhum homem o faça. Não sejamos cúmplices deste crime maldito por culpa do nosso silêncio e da nossa tibieza”.

O dia em que as pessoas perderem o horror ao aborto, este será um dia terrível

Em certa ocasião [2] foi questionado pelo Padre Pellegrino, que achou o Santo rigoroso demais por ter negado a absolvição a uma mulher que tinha cometido um aborto. Foi então que o Padre Pio lhe respondeu da seguinte forma:

“O dia em que as pessoas perderem o horror ao aborto, este será um dia terrível para a humanidade. O aborto não é somente um homicídio, mas também um suicídio. E, para aqueles que estão à beira de cometer com um só golpe um e o outro delito, temos que ter a coragem de mostrar a nossa Fé!”

Impressionado com a resposta, mas ainda sem entender todo o seu significado, o Padre Pellegrino perguntou: “Por que suicídio?”. Ao que o Santo italiano lhe respondeu, atacado por uma de suas não habituais fúrias divinas, compensadas por uma ilimitada doçura e bondade:

A dupla gravidade do aborto

“Entenderia esse suicídio da raça humana se, com o olho da razão, o senhor visse a terra povoada de velhos e despovoada de crianças, queimada como um deserto. Se refletisse assim, entenderia a dupla gravidade do aborto: a mutilação também da vida dos genitores”.

“A estes genitores, espalharei a cinza dos seus fetos destruídos, para mostrar as suas responsabilidades e para negar a eles a possibilidade de apelar a própria ignorância. Um aborto provocado não pode ser tomado com falsas considerações e falsa piedade. Seria uma abominável hipocrisia. Aquelas cinzas precisam ser jogadas nas faces dos seus pais assassinos. Se eu não lhes deixar se sentindo culpados, me sentirei envolvido em seus próprios delitos”.

“Veja, eu não sou santo e também jamais me senti próximo da santidade, quando digo palavras, talvez, um pouco fortes, mas justas e necessárias àqueles que cometem esse crime, eu estou certo de ter obtido a aprovação de Deus para o meu rigor”.

A defesa da vida por nascer é sempre um ato de Fé e de Esperança

Diante destas fortes palavras, Padre Pellegrino ainda objetou que, se não se consegue eliminar as fixações obsessivas da mente daqueles que praticaram o aborto, seria inútil maltratá-los com o rigor da Igreja. Ao que o Padre Pio, prontamente respondeu: “O meu rigor, enquanto defende a vinda das crianças ao mundo, é sempre um ato de Fé e de Esperança”.

Desta forma, o Santo italiano conseguia extrair do pecador um verdadeiro e sincero arrependimento e mudança de vida, além de lhe dar plena consciência do quão grave foram os pecados cometidos.

O aborto de um Papa

Ainda nessa linha, um episódio pouco conhecido [3] ocorreu certa vez quando ele atendeu uma senhora que se aproximou do confessionário.

Padre Pio pediu para que ela fechasse os olhos e dissesse o que via. Obedecendo ao que lhe fora pedido, a senhora fechou seus olhos e falou: “Vejo uma praça enorme com muita gente. Entre as pessoas, vejo uma procissão que se move solenemente. Vejo no tribunal muitos Padres, Bispos e Cardeais: todos precedem um Papa que está assumindo no trono. Sim, vejo precisamente um Papa no trono e uma grande multidão que aclama esse Papa… Mas o que tudo isso significa?”

O santo sacerdote então lhe explicou: “A criança que você matou no seu ventre com o aborto, nos desígnios de Deus, deveria se tornar esse Papa”. Ao ouvir aquelas palavras, a pobre mulher gritou e desmaiou ao lado do confessionário. (EPC)


1 Padre Pio de Pietrelcina, em maio de 1967, no Convento de San Giovanni

2 Trechos extraídos com adaptações da obra “Il Padre San Pio da Pietrelcina, la missione di salvare le anime”, di P. Marcellino Iasenza Niro, Edizioni Padre Pio da Pietrelcina, 2004

3 Retirado com adaptações de: E. Boninsegna, “Ero ‘curato’, ora sono da ‘curare'”, Verona, Manuscrito profissional, 2019, pág. 139.

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