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São Paulo terá mais uma Basílica menor: a Igreja matriz de Sant’Ana

A concessão deste título a esta importante Igreja, intensificando o vínculo particular com a Igreja de Roma e com o Santo Padre, quer promover a sua exemplaridade como verdadeiro centro de ação litúrgica e pastoral na Diocese.

São Paulo (06/07/2020 11:00, Gaudium Press) A Santa Sé elevou à dignidade de Basílica menor a igreja matriz da Paróquia Sant’Ana, localizada na zona norte de São Paulo. O anúncio foi feito pelo Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer.

Através de um comunicado, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, explicou que “a concessão deste título a esta importante Igreja, intensificando o vínculo particular com a Igreja de Roma e com o Santo Padre, quer promover a sua exemplaridade como verdadeiro centro de ação litúrgica e pastoral na Diocese”.

O que é uma Basílica?

Segundo o documento Domus Ecclesiae, preparado pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, as Basílicas são igrejas dotadas de especial importância para a vida litúrgica e pastoral de uma Diocese e, por isso, possuem “um particular vínculo com a Igreja de Roma e com o Sumo Pontífice”.

O documento explica ainda que “entre as Igrejas de uma Diocese, em primeiro lugar e com maior dignidade, está a Catedral, na qual é colocada a Cátedra, sinal do magistério e do poder do Bispo, pastor da sua Diocese, e sinal da comunhão com a Cátedra romana de Pedro. Seguem-se depois as igrejas paroquiais, que são sede das várias comunidades da Diocese. Existem, além disto, os santuários, aos quais acorrem em peregrinação os fiéis da Diocese e de outras igrejas locais”.

Basílicas maiores e Basílicas menores

Existem dois tipos de Basílicas: as “maiores”, que são quatro, todas situadas em Roma: São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Extramuros; e as “menores”, que já passam de 1500 e estão distribuídas em todo o mundo. Dessas últimas, 65 se encontram no Brasil. A Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada no interior de São Paulo, é a segunda maior Basílica do mundo em dimensões, perdendo apenas para a Basílica de São Pedro, no Vaticano.

O título de Basílica menor só pode ser concedido pelo Papa, para recebê-lo, a igreja deve ser reconhecida como um centro de atividade litúrgica e pastoral, sobretudo para as celebrações da Eucaristia, da Reconciliação e dos outros sacramentos, “sendo exemplar quanto à preparação e desenvolvimento, fiel na observância das normas litúrgicas e com a ativa participação do povo de Deus”, como destaca o decreto Domus Ecclesiae.

Nova Basílica menor de Sant’Ana

A matriz paroquial de Sant’Ana teve sua pedra fundamental abençoada no dia 1º de maio de 1896, por Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, então Bispo da Diocese de São Paulo. A capela-mor da matriz, que compreendia o presbitério e os altares laterais, foi inaugurada no dia 26 de julho de 1908. Já a nave central do templo foi inaugurada apenas em 1924.

A construção das duas torres foi concluída na festa da padroeira de 1941. Na ocasião, Dom José Gaspar de Affonseca e Silva, então Arcebispo de São Paulo abençoou os três sinos de bronze, dedicados a São José, a Sant’Ana e a Santa Teresinha do Menino Jesus.

A imagem de Sant’Ana conservada no templo é uma das relíquias históricas da comunidade. Tendo sida fabricada no século XVI, em terracota pintada, a imagem fazia parte do acervo da antiga capela da fazenda que deu origem à paróquia e ao bairro.

A cerimônia de entrega do Título e do reconhecimento da dignidade de Basílica Menor à igreja paroquial de Sant’Ana está marcada para acontecer às 15h do dia 26 de julho, festa da padroeira, durante Santa Missa presidida pelo Cardeal de São Paulo. (EPC)

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