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São João Batista, último dos profetas, morre dando testemunho da Fé

O Santo Profeta sabia que sua obrigação era “anunciar e denunciar”, não se calou, pensou na Verdade, antes de pensar na própria vida.  

O Santo Profeta sabia que sua obrigação era “anunciar e denunciar”, não se calou, pensou na Verdade, antes de pensar na própria vida.

Redação (29/08/2020, 14:00 – Gaudium Press) A Igreja recorda hoje, 29 de agosto, o martírio de São João Batista, o último dos profetas antes da chegada do Messias.

São João Batista não só foi contemporâneo de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas também foi seu Parente. Sua Mãe Santa Isabel era prima da Virgem Maria.

São João Batista morreu dando testemunho da Fé

São João morreu dando testemunho da Fé, manteve-se firme depois de denunciar a convivência ilícita que o rei Herodes Antipas mantinha com Herodias, esposa de seu irmão Filipe. Por causa disso, São João foi preso na Fortaleza de Maqueronte e, depois, decapitado por ordem do rei.

“Não te é permitido coabitar com a esposa de seu irmão”, lembrava São João ao rei, denunciando dessa forma a vida imoral que o poderoso monarca levava.

 O Santo Profeta sabia que sua obrigação era “anunciar e denunciar”, não se calou, pensou na Verdade, antes de pensar na própria vida.

O santo profeta sabia que sua obrigação era “anunciar e denunciar”

São João já havia sido aconselhado em diversas ocasiões que não deveria fazer críticas públicas ao rei por causa dos danos que isso lhe poderia causar, porém o santo profeta sabia que sua obrigação era “anunciar e denunciar”, por isso decidiu não se calar, mas dizer a verdade, como Nosso Senhor Jesus Cristo também fez.

Herodes tinha certo respeito e admiração por João Batista

Em seu Evangelho, São Marcos lembra que Herodes tinha um certo respeito e admiração por São João, mas sentiu-se de tal modo pressionado a agir contra ele que resolveu prendê-lo. Herodias, amante do rei, pretendia acabar com a vida daquele homem que a criticava tão duramente e com tanta desenvoltura e coragem.

O Santo Profeta sabia que sua obrigação era “anunciar e denunciar”, não se calou, pensou na Verdade, antes de pensar na própria vida.

Herodias respondeu de imediato: “Quero a cabeça de João Batista”

São Marcos narra que o rei Herodes decidiu fazer um grande banquete em seu palácio para comemorar seu aniversário. Todos os chefes da cidade estiveram presentes no banquete.

Para presentear o rei, a filha de Herodias executou uma dança que Herodes gostou muito. Quando ela terminou, Herodes lhe fez um juramento: “Peça-me o que quiser e eu darei a você, mesmo metade do meu reino.”

A moça, então, foi procurar sua mãe para perguntar o que ela deveria pedir ao rei. E Herodias respondeu de imediato: “a cabeça de João Batista.”

A moça levou, então, a resposta ao rei. E Herodes espantou-se com o pedido feito por ela e ficou triste, pois ele admirava e respeitava São João, porém, ele havia feito um juramento diante de todos os notáveis ​​do reino, por isso, imediatamente ordenou que um guarda fosse até onde o profeta estava e lhe cortasse a cabeça.

E a cabeça de São João foi apresentada à moça, que por sua vez, a levou até sua mãe.

O verdadeiro cristão pensa na Verdade antes de pensar na própria vida

O martírio de São João Batista é um exemplo de testemunho da obrigação que tem o cristão de dizer a verdade em todos os momentos, mesmo que isso possa trazer consequências negativas para ele:

O verdadeiro cristão pensa na Verdade antes de pensar na própria vida. Isto faz sentido na medida em que, assim agindo, serve ao Senhor, anuncia sua Vida e sua Palavra.

Martírio de São João Batista: exemplo para o século XXI

O martírio de São João Batista continua sendo exemplo no século XXI. Os recentes martírios no Oriente Médio, por meio de decapitações, nos lembram São João Batista e o admirável testemunho de manter a fé até as últimas consequências.  (JSG)

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