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São Calisto, o Papa que foi escravo

Quem vai à Roma é comumente convidado para conhecer as catacumbas de São Calisto, as mais famosas da Itália.

Redação (14/10/2020 15:00, Gaudium Press) São Calisto, Papa e mártir, era um escravo, que tendo obtido sua liberdade se entregou ao ensinamento da Fé de Cristo.

Catabumbas de São Calisto

Quem vai à Roma é comumente convidado para conhecer as catacumbas de São Calisto, as mais famosas da Itália, com seus quatro andares e 20 quilômetros de corredores. Nessas catacumbas se encontra o sepulcro de Santa Cecília e o de muitos outros mártires. O Papa São Zeferino nomeou São Calisto como responsável por essas catacumbas, as quais ele organizou e administrou bem. O mesmo Papa o nomeou diácono, e ele se tornou seu conselheiro.

No ano de 217, com a morte do Papa São Zeferino, o povo o aclamou como novo Pontífice. Mas logo teve que lutar contra Hipólito, que não gostou que tivesse sido admitido ao sacerdócio alguém que já havia se casado anteriormente duas ou três vezes. Hipólito também lutou contra outra afirmação de São Calisto, que disse que se um Bispo cometia um pecado grave, mas depois se arrependia, ele não deveria ser substituído.

São Calisto é feito prisioneiro

São Calisto era um homem de jejuns frequentes e prolongados. É por isso que, depois de ser feito prisioneiro, lançado em uma masmorra escura sem alimento, ele foi capaz de resistir com certa facilidade. Os carcereiros perguntaram-lhe como fazia para manter a calma, e ele respondia: “Acostumei meu corpo a passar dias e semanas sem comer nem beber, e isto por amor ao meu amigo Jesus Cristo, por isso já sou capaz de resistir sem me desesperar”.

Como ocorreu com muitos prisioneiros santos, sua virtude comoveu os próprios guardas. Ele conseguiu a cura da esposa do carcereiro no momento em que ela já estava agonizando, o que fez com que o próprio custódio e toda a família fossem batizados.

Em uma rebelião, no ano de 222, se ordenou que o lançassem em um poço, e que a boca do poço fosse coberta com escombros. Este é o poço de São Calisto, onde também se venera a memória deste Papa, que foi escravo, administrador de catacumbas, Pontífice e mártir. (EPC)

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