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Santo André Kim e companheiros mártires

Hoje a Igreja celebra a memória de Santo André Kim e companheiros mártires, num total de 103, três bispos, oito sacerdotes, e os demais leigos, idosos, jovens e crianças.

Redação (20/09/2022 09:57, Gaudium Press) A fé chegou na Coréia de uma forma sui generis.

No século 18, alguns livros cristãos provenientes da China se espalharam pelo país. Uma das pessoas que leu o livro, cativada pela nova fé que ali estava contida, foi nomeado diplomata na China e ali recebeu o batismo de Dom Gouvêa.

Este homem retornou à Coréia, em 1784, e começou a fazer apostolado, de forma muito frutífera, de tal forma que quando um sacerdote chinês chegou à Coréia, 10 anos depois, ficou surpreso ao encontrar 4.000 cristãos já formados.

Os cristãos cresciam cada vez mais. Então, as autoridades lideradas por um falso temor proscreveram o cristianismo e decretaram o extermínio dos fiéis.

Para evitar um massacre geral, Monsenhor Imbert e os sacerdotes Maubant e Chastan se renderam. Eles foram espancados primeiro com paus e depois, em 21 de setembro de 1839, foram levados para um rio nas margens de Seul e decapitados.

Escolhido para ser seminarista por ‘acaso’

A perseguição continuou e, em 1846, Santo André Kim foi o primeiro sacerdote coreano martirizado.

O avô de Santo André Kim havia sido martirizado e, assim, André valorizava a fé que lhe fora legada. Seu pai também foi martirizado e por isso sua mãe teve que mendigar nas ruas.

Em 1836, um missionário de passagem por sua cidade o escolheu como seminarista. Em 1844 foi ordenado diácono e um ano depois sacerdote em Xangai. Ele então retornou à Coréia, mas só pôde servir como sacerdote por um ano e alguns meses, porque, em junho de 1846, foi preso e 3 meses depois decapitado.

Os fiéis católicos encontraram entre seus pertences uma carta endereçada a eles como um testamento espiritual: “Neste momento difícil, para sermos vitoriosos, devemos permanecer firmes usando todas as nossas forças e habilidades como bravos soldados totalmente armados no campo de batalha”.

São João Paulo II canonizou, em 6 de maio de 1984, os 103 bem-aventurados mártires da Coreia, fato marcante ocorrido na própria cidade de Seul. Foi a primeira vez, em muito tempo, que uma canonização ocorreu fora de Roma.

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