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Santa Sé divulga normas para as celebrações da Semana Santa 2021

O documento explica que as recomendações feitas no ano passado para as celebrações do Domingo de Ramos, da Quinta-feira Santa e da Vigília Pascal seguem sendo indicadas.

Redação (17/02/2021 11:30, Gaudium Press) A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, publicou nesta quarta-feira, 17, uma nota aos Bispos e às Conferências Episcopais de todo o mundo com recomendações sobre as celebrações da Semana Santa durante este período de pandemia.

Assinado pelo Cardeal Robert Sarah, o documento recorda que “em muitos países ainda estão em vigor rígidas condições de fechamento, que impossibilitam a presença dos fiéis nas igrejas, enquanto em outros é retomada uma vida de culto mais normal”.

Com demasiada frequência, a Igreja quis provar que era "deste mundo", dedicando-se a causas consensuais e não ao apostolado, deplora o cardeal Robert Sarah: numa época em que a crise sanitária sacode o Ocidente, ela deve assumir plena e sem medo sua missão espiritual, afirma o cardeal.

Facilitar e privilegiar a difusão midiática das celebrações

Após ressaltar o papel positivo do uso das redes sociais, que auxiliaram os pastores a “oferecer apoio e proximidade às suas comunidades durante a pandemia”, o texto sugere que, durante as celebrações da Semana Santa se facilite e privilegie “a difusão midiática das celebrações presididas pelo Bispo, encorajando os fiéis impossibilitados de frequentar a própria igreja a acompanharem as celebrações diocesanas, como sinal de unidade”.

A nota adverte que em todas as celebrações, é necessário “prestar atenção a alguns momentos e gestos particulares, em conformidade com as exigências sanitárias”. Em seguida incentiva “a preparação de subsídios adequados para a oração familiar e pessoal, valorizando também algumas partes da Liturgia das Horas”.

Domingo de Ramos e Missa do Crisma

O documento recorda ainda que o Decreto do Dicastério de 25 de março de 2020 continua válido. Portanto, as recomendações feitas no ano passado para as celebrações do Domingo de Ramos, da Quinta-feira Santa e da Vigília Pascal seguem sendo indicadas.

De acordo com o decreto de 2020, a celebração do Domingo de Ramos deverá ser realizada “dentro do prédio sagrado” e as catedrais deverão adotar “a segunda forma prevista pelo Missal Romano, enquanto as igrejas paroquiais e outros locais a terceira”.

Os Bispos podem, dependendo da situação do país e caso seja necessário, indicar uma data mais adequada para se celebrar a Missa do Crisma. A justificativa para isso é a de que convém que esta celebração seja assistida por “uma significativa representação de pastores, ministros e fiéis”.

Uma sugestão é a de pendurar ramos verdes nas portas, janelas e sacadas, dando assim testemunho público de Fé e respeitando as normas de prevenção de contágio do Covid-19.

Missa de Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Vigília Pascal

Na Quinta-feira Santa, o “Lava-pés” deverá ser omitido, assim como a procissão final. O Santíssimo Sacramento deverá ser guardado no Tabernáculo. Se concederá aos sacerdotes, excepcionalmente para este dia, uma autorização para celebrar a Santa Missa “sem a participação do povo, em local adequado”.

Já na Sexta-feira Santa, durante a oração universal, os Bispos deverão “preparar uma intenção especial para quem se encontra em situação de desorientação, os doentes, os defuntos”. O ato de adoração à Cruz também foi modificado, limitando o beijo apenas ao celebrante.

Tratando sobre a Vigília Pascal, o decreto indica que essa cerimônia litúrgica seja celebrada “exclusivamente nas igrejas Catedrais e Paroquiais”, e que na liturgia batismal “se mantenha apenas a renovação das promessas batismais”.

Divulgadas modificações nas celebrações presididas pelo Papa Francisco durante a Semana Santa.

Garantir que os santos mistérios sejam celebrados da forma mais eficaz possível

A nota é concluída agradecendo aos Bispos e às Conferências Episcopais por terem respondido pastoralmente a uma situação em rápida mudança, cientes de que “as decisões tomadas nem sempre foram facilmente aceitas por parte dos pastores e fiéis leigos. Todavia sabemos que foram tomadas com o objetivo de garantir que os santos mistérios sejam celebrados da forma mais eficaz possível para as nossas comunidades, no respeito pelo bem comum e a saúde pública”. (EPC)

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