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Santa Maria Madalena: a “mulher pródiga”

Hoje festejamos Santa Maria Madalena, atraente santa presente nos Evangelhos, cuja vida permeada de reveses e consolações nos sugere muitas lições.

Redação (22/07/2020 11:11, Gaudium Press) Os Evangelhos narram que, sempre muito audaciosa e de ousados anelos, Maria Madalena consumia-se de amor pelo Divino Mestre e, insaciável d’Ele, “perseguia-o” por todos os lugares por onde andava. Não havia obstáculos ao seu desejo de servi-lo, de estar perto d’Ele e de agradar-lhe o Coração. Por isso, mesmo depois de morto o Salvador, vê-se ainda sua pessoa inconformada junto ao túmulo à procura de seu Senhor dizendo: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram” (Jo 20, 2)[1].

Sabemos, entretanto, por quantos vales e montes ela trilhou antes de encontrar seu Senhor. Dissabores, dificuldades e provações foram a forja na qual sua alma foi sendo moldada, a duros golpes… de um Deus misericordioso. Sim! O que a fez mudar? O Coração divino de Jesus: o amor!

De “mulher pródiga” a Santa

Por outro lado, lendo a parábola do filho pródigo, concebível somente por um Deus feito homem, constata-se o discernimento, a acuidade e a sabedoria do Divino Mestre na elaboração da narrativa: ultrapassa, em muito – infinitamente –, qualquer tratado de vida espiritual. Ali, cada vírgula é escrita a sangue, mas por Sangue Redentor, pago numa cruz.

Com efeito, sua aplicação abrange qualquer filho ou filha realmente desejosos de regressar à casa paterna, com contrição e arrependimento.

E é por esta mesma razão, que sob muitos aspectos, tal parábola se coaduna com a vida de Madalena: as suas quedas, a sua conversão e os seus posteriores atos de reparação são atitudes de “mulher pródiga” que, forjada na bigorna do amor misericordioso, regressa contrita ao Pai, Jesus.

Nunca é tarde para retornar à casa paterna

Já convertida, unida plenamente ao Mestre, o “divino jardineiro”, Maria Madalena realizou a ímpar missão de evangelizar a Gália, que veio a ser a filha primogênita da Igreja. Da pecadora, outrora devassa, são gerados os filhos da promessa da nação que viria a ser o berço de fidelidade à Santa Igreja. Com os excelentes frutos de sua missão, Deus dá mais um atestado de amor à miserável; do gratuito amor de Deus.

Santa Maria Madalena, “a primeira entre as virgens”, nos recorda que, somente confiando em Deus, se chega a bom termo e ao cumprimento da vocação, seja ela qual for.

Que a “mulher pródiga”, Santa Maria Madalena, nos dê a certeza de que nunca será tarde demais o retorno à casa paterna.

 

Por Renan Costa

[1] Evangelho próprio da memória litúrgica, 22 de julho, (Cf. J0 22, 1-2. 11-18).

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