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Santa Margarida Maria Alacoque: confidente do Sagrado Coração de Jesus

Também hoje, dia 16 de outubro, a Igreja lembra a memória de Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa da Ordem da Visitação, que recebeu confidências do Sagrado Coração.

Redação (16/10/2022 11:33, Gaudium Press) Nasceu em 25 de julho de 1647 em Janots, Borgonha. Inspirada pela graça, fez voto de castidade perpétua aos 4 anos de idade.

Ficando órfã de pai, foi levada à escola das Clarissas, mas teve que regressar pouco depois, por motivo de enfermidade. Fez então à Santíssima Virgem a promessa de tornar-se religiosa caso fosse curada, e recuperou a saúde.

Entretanto, quando Margarida completou 17 anos, sua mãe e seus irmãos decidiram que ela devia se casar.

Deixando-se levar pelo amor filial, a jovem aos poucos começou a tomar parte nos folguedos de sua idade – embora se guardando de ofender a Deus – e a acariciar a ideia de contrair matrimônio, mesmo porque já tinha vários pretendentes. No seu interior travou-se então uma demorada e intensa batalha: de um lado, a atração pela vida comum lhe sussurrava ser até um dever de piedade filial constituir um lar, pois assim poderia amparar melhor sua mãe enferma.

De outro, a voz da graça lembrava- lhe o voto de castidade perfeita que fizera já na infância, bem como a promessa de fazer-se esposa de Cristo.

Não importa, você era muito criança para entender o que dizia, portanto, essas promessas não tinham valor; você agora é livre! – era a resposta que lhe vinha em seguida à mente.

Esse cruel embate de alma durou alguns anos. Mas, ajudada de modo sensível por Nosso Senhor, a vocação religiosa acabou por vencer.

Ao contemplar um quadro de São Francisco de Sales, sentiu-se fortemente chamada para fazer parte de suas filhas, as Visitandinas, e ingressou no Convento de Paray-le-Monial, em 20 de junho de 1671.

Nesse mosteiro, vivia de graças místicas e do intenso convívio com Nosso Senhor Jesus Cristo. Como isso causasse estranheza às superioras, Jesus “adaptou” suas graças à regra da Congregação e deu-lhe três armas para a luta diária pela purificação e transformação de sua alma: uma consciência delicada e um horror à menor falta; a santa obediência; e sua santa Cruz.

Recebeu as belíssimas revelações da misericórdia do Coração de Jesus: “Eis o Coração que tanto amou os homens e por eles foi tão pouco amado”.

Jesus permitiu-lhe sofrer muito pela incompreensão das superioras e irmãs de hábito, mas deu-lhe por confessor o grande São Cláudio de La Colombière.

Faleceu em 17 de outubro de 1690. Somente três anos depois de sua morte começou a ser divulgada a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, de quem foi tão grande entusiasta.

Foi canonizada em 1920, pelo Papa Bento XV.

Promessas do Sagrado Coração de Jesus

Jesus fez doze promessas em benefício dos devotos de seu Sagrado Coração:

Dar-lhes-ei todas as graças necessárias a seu estado de vida.

Conservarei paz em suas famílias.

Eu os consolarei em todas as suas aflições.

Serei seu refúgio seguro durante a vida e especialmente na hora da morte.

Derramarei abundantes bênçãos sobre todos os seus empreendimentos.

Os pecadores acharão em meu Coração a fonte e o oceano infinito da misericórdia.

As almas tíbias se tornarão fervorosas.

As almas fervorosas se elevarão com rapidez a uma grande perfeição.

Abençoarei as casas nas quais a imagem de meu Sagrado Coração for exposta e venerada.

Darei aos sacerdotes a capacidade de tocar os corações mais endurecidos.

As pessoas que propagarem essa devoção terão seus nomes eternamente inscritos em meu Coração.

A todos aqueles que fizerem a Comunhão reparadora na primeira sexta-feira, durante nove meses seguidos, concederei a graça da perseverança final e salvação eterna. Meu Divino Coração será seu refúgio seguro nessa hora extrema.

Fonte: arautos.org.

 

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