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Santa Catarina da Suécia

Catarina, seguindo o exemplo da mãe, Santa Brígida, deixou alguns tratados inéditos de conteúdo místico, onde trata vários assuntos práticos do caminho espiritual.   

Redação (24/03/2022 10:51, Gaudium Press) Santa Catarina era a quarta de oito filhos de um casal muito virtuoso: sua mãe era Santa Brígida, casada com o príncipe Ulphon da Suécia.

Ainda menina, foi entregue a uma abadessa para que pudesse continuar sua instrução no claustro.

O demônio não a suportava: uma noite, enquanto sua tutora estava na igreja, ele assumiu a forma de um touro e com seus chifres a puxou para fora da cama. A abadessa chegou atraída pelos gritos da menina, e a própria superiora viu o diabo que lhe disse: “Com que prazer eu teria acabado com ela, se Deus me tivesse permitido”.

Ela estava destinada ao casamento desde muito jovem, aos 13 anos, sem nenhuma inclinação para ele. Ela conseguiu que o marido, Edgardo de Kurner, vivesse com ela em perfeita continência, ambos se dedicando a obras de caridade.

Após a morte do marido, Santa Brígida foi morar em Roma e, com a permissão do esposo, sua filha Santa Catarina foi também para lá. Pouco depois, morria Edgardo.

Deus protegia sua virtude

Um dia, um pretendente quis sequestrar Santa Catarina para se casar com ela à força. Ela estava caminhando para a igreja de São Sebastião quando o homem apareceu. Mas, de repente, surgiu um cervo no caminho que distraiu o sequestrador e ela pôde fugir.

Contudo, o miserável não desistiu de seu intento, e mais uma vez quis realizar o sequestro, quando ela se dirigia com a mãe à igreja de São Lorenzo. Porém, Deus foi menos paciente, e o homem ficou cego. Este, ao saber o motivo de seu castigo, pediu às santas que rezassem por ele, o que elas fizeram caridosamente, restaurando sua visão.

Certa vez, um grupo de bandidos cercou Santa Catarina e Santa Brígida a caminho de Assis. No momento em que ousaram tocá-las, eles também ficaram cegos, neste caso permanentemente.

Em uma ocasião, Catarina demonstrou o desejo de voltar ao seu país. No entanto, à noite Nossa Senhora apareceu a ela e, repreendendo-a, diz-lhe que, em sua terra, ela correria inúmeros perigos para sua alma. Ao acordar, a santa corre aos pés da mãe, prometendo que nunca a abandonaria.

Após uma peregrinação a Roma, Santa Brígida morreu. Catarina cumpre uma promessa de sua mãe e leva seus restos mortais para a Suécia. Em seguida, retorna a Roma, trabalhando sem êxito para a canonização de sua mãe.

Por seu intermédio, e ainda em vida, Deus realizou vários milagres, como o retorno portentoso do Tibre ao seu leito, ou quando curou um trabalhador que havia caído de grande altura.

Regressou à Suécia e se recolheu ao mosteiro de Vadstena, onde foi abadessa e permaneceu até a morte.

Santa Catarina morreu em 24 de março de 1381, e foi canonizada em 1474.

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