Relíquia de São Roque González peregrina pelo Rio Grande do Sul
A iniciativa faz parte das celebrações pelos 400 anos das Missões Jesuítico-Guarani, sendo uma verdadeira caminhada de Fé por terras missioneiras.
Rio Grande do Sul – Porto Alegre (21/05/2026 10:18, Gaudium Press) A relíquia do coração de São Roque González, um dos Santos Mártires das Missões, está peregrinando por diversas cidades do Rio Grande do Sul. A iniciativa faz parte das celebrações pelos 400 anos das Missões Jesuítico-Guarani, sendo uma verdadeira caminhada de Fé por terras missioneiras.
Esta peregrinação recorda o caminho feito pelos primeiros missionários jesuítas e pelos mártires do Caaró, assassinados no ano de 1628 durante o trabalho de evangelização junto aos povos guaranis. O percurso foi iniciado em Assunção, no Paraguai, e seguiu por várias cidades missioneiras, tendo como um dos pontos centrais a celebração realizada na Catedral Angelopolitana, em Santo Ângelo.
Convite para recordar a história das reduções jesuíticas
O Padre jesuíta Rogério Melgarejo, da Província dos Jesuítas do Paraguai, acompanhou a peregrinação. Por onde a relíquia do coração de São Roque passou despertou emoção, oração e memória, sendo um convite para recordar a história das reduções jesuíticas, o testemunho dos mártires missioneiros e o legado deixado pelos jesuítas na formação cultural e religiosa do Sul da América Latina.
O coração de São Roque González possui um significado profundo para os povos missioneiros. De acordo com a tradição da Igreja Católica, esta relíquia foi preservada após o martírio do Santo e atualmente representa a força da Fé e da missão evangelizadora nas antigas reduções guaranis. Ela se tornou, ao lado da Cruz Missioneira, um dos maiores símbolos da espiritualidade das missões.
Quatro séculos das Missões Jesuíticas
A chegada dos primeiros jesuítas, em 1626, marcou o início de uma das maiores experiências missionárias da América Latina. As reduções fundadas pelos Padres da Companhia de Jesus se tornaram espaços de evangelização, educação, proteção e organização comunitária para os povos guaranis. A primeira missão criada foi São Nicolau, considerada o marco inicial da presença missioneira no sul do continente.
As Missões seguem presentes na Fé, na cultura e na identidade do povo missioneiro, mesmo passados quatro séculos. As ruínas de São Miguel, as igrejas, os museus e as tradições religiosas mantêm viva a memória de uma experiência que uniu evangelização, solidariedade e desenvolvimento humano. A peregrinação com a relíquia do coração de São Roque González reforça justamente essa conexão entre passado e presente. (EPC)







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