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Religiosas na África correm o risco de passar fome durante a pandemia

As estritas normas de isolamento e a alta dos preços torna ainda mais difícil a situação das religiosas na África.

Quênia – Nairobi (03/07/2020 13:00, Gaudium Press) A Irmã Grace Candiru, porta-voz da Associação de Mulheres Consagradas na África Oriental e Central, alertou sobre a difícil situação das religiosas na África durante a pandemia. “Acredito que estamos chegando a uma situação na qual Irmãs não poderão se alimentar”, declarou a religiosa.

Atualmente, as consagradas enfrentam os desafios de estritas normas de isolamento e uma crescente alta nos preços. Ambas situações dificultam a obtenção de alimento suficiente para elas e para as pessoas a quem servem. As religiosas frequentemente estão na primeira linha do serviço aos mais vulneráveis, o que as expõem a maiores riscos.

Notáveis desafios para as religiosas na África

“O desafio agora é que as escolas onde as Irmãs fazem apostolado e outros serviços sociais estão sendo fechados”, explicou a Irmã Candiru. O fechamento das atividades significa que as religiosas não terão meios de se sustentar e financiar atividades de evangelização. “É uma situação real. Provavelmente muitas pessoas não prestarão atenção ou pensarão no bem estar das Irmãs”.

Em meio das dificuldades, as religiosas compartilham seus limitados recursos com os mais necessitados, o que limita sua preparação para a crise. Por exemplo, as Irmãs Marianas do Amor Eucarístico em Ghan padecem sérios desafios. Ao servir crianças com deficiência, levaram os pacientes ao seu convento para protegê-los durante a pandemia. Sem ter elementos suficientes, buscaram adquirir o necessário, mas os preços já haviam triplicado.

“Este é o desafio que Deus quer que façamos”

“Obter leite para alimentá-los diariamente se tornou muito difícil”, relatou a Irmã Stan Therese Mario Mumuni, Superiora geral. “O movimento se tornou difícil. Ninguém vinha e ninguém saía. Tivemos que pedir aos funcionários que ficassem em casa para prevenir que trouxessem a enfermidade ao lar”. Às graves dificuldades se somaram novos chamados para resgatar crianças aos quais não se podiam negar. “Este é o desafio que Deus quer que façamos, porque sois o povo que Deus escolheu de maneira especial”, concluiu. (EPC)

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