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Religiosas francesas restauram mosteiro do século XII

“Queremos construir para a eternidade, construir um local histórico que dure e que possa ser transmitido às gerações futuras. A Idade Média é o exemplo perfeito dessa filosofia”, dizem as religiosas.

França – Occitânia (24/07/2020 15:00, Gaudium Press) As monjas cistercienses da Abadia de Boulaur em Occitânia, no sudoeste da França, estão promovendo um ambicioso projeto de restauração para seu mosteiro, estimado em 4 milhões de euros.

O monumento do século XII, que desde 1949 abriga a comunidade de monjas cistercienses, estava em péssimo estado quando decidiram restaurá-lo. Há cinco anos as religiosas, que seguem a Regra de São Bento, começaram a pensar em diferentes formas de maximizar sua produção e obter uma renda, que também lhes permita ter um lugar estável e atrativo, em uma região relativamente pobre e isolada.

Independência econômica

Batizada de ‘Granja 21’, a iniciativa faz parte da vasta atividade da comunidade de Boulaur, que atualmente possui 27 membros, com uma média de cinco novos candidatos anualmente. O projeto inclui a reconstrução de um grande estábulo para abrigar animais, assim como um local para o processamento de queijos, geleias, patês e farinha.

O setor agrícola foi durante séculos uma maneira de garantir a independência econômica das ordens religiosas femininas, por este motivo, pretende-se reproduzir uma antiga fazenda monástica, que permitiria às monjas cuidar de toda a cadeia de produção, utilizando os recursos em sua propriedade de 45 hectares, onde haverá árvores frutíferas, vacas e porcos, entre outros.

O papel da mulher na Igreja

Em um momento em que o papel da mulher na Igreja é alvo de debates, o projeto surge para recordar que a tradição monástica sempre foi uma maneira pela qual as religiosas puderam expressar plena e livremente seu potencial.

“É uma grande graça para nós em um momento em que faltam vocações em todos os lugares, mas também implica uma grande responsabilidade, porque temos que cuidar de todas essas mulheres, de suas necessidades primárias, saúde e aposentadoria”, explicou a Irmã Anne, responsável pelo projeto.

Construir para a eternidade

A religiosa destaca que “essa perspectiva tem um custo significativo, mas nosso objetivo não é apenas ganhar a vida pelos próximos 30 anos. Queremos construir para a eternidade, construir um local histórico que dure e que possa ser transmitido às gerações futuras. A Idade Média é o exemplo perfeito dessa filosofia”.

Recordando que o projeto inclui também a construção de uma grande biblioteca para receber manuscritos dos séculos XIII e XIV, a Irmã Anne defende que em nossos dias o Evangelho só pode enraizar-se na cultura europeia através de uma renovação da vida monástica que seja capaz de tocar almas. (EPC)

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