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Religiosas de clausura recuperam batinas e vestes de missionários mártires

Sem sair das quatro paredes de sua abadia, o grupo de freiras italianas utilizam linha e agulhas para recuperar as vestes de missionários que morreram em defesa da Fé.

Redação (26/10/2021 15:09, Gaudium Press) As monjas beneditinas contemplativas da Abadia Mater Ecclesiae, localizada na ilha de San Giulio no Lago Orta, na Itália, estão consertando cuidadosamente as vestes religiosas e vestimentas de uso diário de 19 missionários mártires.

Com autêntico zelo missionário, sem sair das quatro paredes de sua abadia, o grupo de dez religiosas utilizam linha e agulhas para recuperar as vestes de missionários do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras (PIME) de Milão, Itália, que morreram em defesa da Fé na China, Mianmar, Bangladesh e nas Filipinas.

Um gesto de gratidão

A superiora responsável pelo grupo de freiras, Irmã Maria Lúcia, ressalta que este é um trabalho de amor e também uma oração que reflete o fundamento da vida beneditina – Ora et Labora (oração e trabalho).

Segundo a religiosa, tocar nestas vestes, limpá-las e arrumá-las é uma forma de expressar gratidão aos irmãos corajosos que permaneceram mansos e dóceis como Jesus até no momento do martírio e parecidos com o Cordeiro de Deus que salvou o mundo.

Inspiradas em Santa Teresinha de Lisieux

Tal como Santa Teresinha de Lisieux, que sem nunca ter saído da clausura se tornou padroeira dos missionários, as freiras da Abadia Mater Ecclesiae, acreditam também participar do esforço missionário da Igreja através desse silencioso trabalho.

“A oração de uma freira de clausura, que todas as noites e várias vezes ao dia atravessa a soleira da capela e se ajoelha diante do tabernáculo que conserva a memória viva de Cristo traz consigo a memória dos missionários, especialmente daqueles que estão em risco. Não é à toa que Santa Teresinha do Menino Jesus, enclausurada, é a padroeira dos missionários. Ela mesma escreveu numa carta a um missionário : ‘Peço-vos a palma do martírio’, isto é, a coragem de testemunhar Cristo até ao fim e de amar com amor infalível os irmãos que vos foram confiados”, afirmou a superiora.

Processo de restauração demora semanas para ser concluído

O trabalho das religiosas foi confiado pelo Padre Massimo Casaro, chefe do departamento de patrimônio cultural do PIME. As vestes primeiro são desinfetadas, o que pode demorar até três semanas. Em seguida, elas passam por um processo de limpeza e por fim, são reparadas.

As freiras também atendem pedidos de paróquias, capítulos de catedrais, confrarias e indivíduos, que solicitam que elas restaurem outros artefatos eclesiásticos, vestimentas sagradas, bandeiras, tapeçarias e flâmulas. Elas foram as responsáveis ​​por consertar as vestes drapeadas sobre as relíquias de Santo Ambrósio, São Protásio e São Gervásio na Basílica de Milão. (EPC)

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