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Referência a Cristo é abolida de livros da Secretaria da Educação de São Paulo

A medida foi tomada pela entidade governamental do estado de São Paulo para não ofender os que não seguem nenhuma religião.

São Paulo (02/09/2020 12:00, Gaudium Press) Em uma ação arbitrária, ideológica e claramente anticristã, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo resolveu retirar a referência ao nome de Nosso Senhor Jesus Cristo na contagem do tempo histórico.

Medida foi tomada para não ofender os que não seguem a Fé Cristã

De acordo com a professora Luize Coutinho, esta medida foi tomada para não ofender os que não seguem nenhuma religião. “Cristo é uma referência religiosa e a gente sabe que nem todas as religiões têm Cristo como referência ou nem todas as pessoas têm religião”, afirmou a docente durante uma aula remota de História Antiga transmitida pelo Centro de Mídias e Educação de São Paulo, órgão da Secretaria Estadual de Educação do estado de São Paulo.

Criação das siglas ‘a.E.C.’ e ‘E.C.’

A explicação foi feita após um aluno ter perguntado para a professora de História, através do chat da aula virtual, sobre qual era o significado da sigla ‘a.E.C.’. Segundo a educadora, “essa é uma descrição da divisão da linha do tempo, de antes de Cristo e depois de Cristo. A gente fez uma mudança na denominação. Ela é utilizada em alguns escritos, algumas literaturas, mas a Secretaria de Educação, em seus materiais, decidiu que vai se utilizar essa sigla ‘a.E.C.’, que significa ‘antes da Era Comum’”.

Ainda segundo a professora Luize Coutinho, a ‘Era Comum’, corresponde ao período que sempre se designou como ‘Depois de Cristo’. “É a mesma divisão, porque a gente sabe que o nosso calendário é um calendário cristão, gregoriano, que determina que o ano 1 é o ano do nascimento de Cristo para frente”, esclareceu.

A escolha de um termo “um pouco mais neutro”

Ela acrescentou que se deu preferência para o termo ‘Era Comum’, porque “Cristo é uma referência religiosa e a gente sabe que nem todas as religiões têm Cristo como referência, e também sabe que nem todas as pessoas têm religião”. Em sua visão, esse é um termo “um pouco mais neutro”, mas que “fica a mesma coisa”, concluiu.

Justificativa errônea

Na justificativa apresentada se encontram dois erros graves. O primeiro é de que as siglas ‘a.C.’ e ‘d.C.’ são utilizadas apenas em alguns escritos, sendo que na verdade, são universais. O segundo erro é dizer que a referência a Nosso Senhor Jesus Cristo é apenas ‘religiosa’, sendo que na realidade Jesus Cristo é reconhecido como um importante personagem da história mundial e isso é evidenciado pelo fato do ano de seu nascimento ter sido escolhido como referência de uma mudança na história universal. A decisão da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo reflete uma opção mais ideológica do que um critério de rigor científico historiográfico. (EPC)

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