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Quem foi Santa Helena?

Celebra-se no dia 18 de agosto a festa de Santa Helena, Imperatriz e viúva, mãe de Constantino Magno.

Redação (18/08/2021 10:20, Gaudium Press) A Imperatriz Santa Helena, cuja boa presença junto a seu filho, o Imperador Constantino, não só o converteu como o fez conceder a liberdade à Santa Igreja Católica. E além de estar na origem da irradiação do cristianismo, a partir de Roma, por todo o Ocidente, devemos a Santa Helena esse inestimável presente: a descoberta da verdadeira Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Santa Helena resgata a verdadeira Cruz

No início do século quarto, um inconcebível abandono pesava sobre os Santos Lugares a ponto de achar-se coberta de escombros a própria colina do Gólgota.

Movida por forte impulso da graça, a imperatriz Helena — que acabara de obter por suas maternais preces o esplêndido milagre da Ponte Mílvio e a impressionante conversão de seu filho Constantino, com a conseqüente liberdade para o Cristianismo (28 de outubro de 312) — decidiu empreender uma longa viagem até Jerusalém, no intuito de descobrir a verdadeira Cruz de Nosso Senhor.

Santa Helena penetrava intimamente no significado dos mistérios: aquela cruz luminosa que brilhara nos céus, circundada pelos dizeres In hoc signo vinces (Com este sinal vencerás), ante o olhar maravilhado do jovem César, não era uma clara manifestação dos desígnios da Providência, prenunciando um triunfal ressurgimento da Igreja, por meio do escândalo da cruz?

Buscar a Cruz era empresa árdua e difícil. Não, porém, para o caráter enérgico da velha imperatriz que não se abatera com os azares da fortuna nem com as duras provações da vida.

Após algumas semanas de penoso trabalho e de muita terra removida, durante as quais Helena alentou com seu ânimo e suas orações os numerosos operários, foram encontradas num fosso, em meio ao espanto e à comoção geral, três cruzes!

Apresentava-se, então, uma perplexidade: como reconhecer o Lenho sagrado sobre o qual o Redentor padecera sua dolorosa agonia, banhando-o com as últimas gotas de Sangue?

Instado por Helena, São Macário, Patriarca de Jerusalém, logo acudiu em seu auxílio. Reuniu o povo e orou fervorosamente, suplicando ao Senhor uma intervenção que esclarecesse os fiéis, de forma evidente.

Mandou em seguida trazer uma pobre mulher que se achava desenganada pelos médicos e prestes a morrer. Em contato com as duas primeiras cruzes, a moribunda permaneceu insensível; mas, ao tocar a terceira, levantou-se logo, completamente curada, louvando a Deus entre os gritos de alegria da multidão entusiasmada.

A notícia do prodígio espalhou-se com rapidez por todo o mundo cristão. Deu-se início, assim, a uma grande devoção às relíquias da Paixão.

Ao retornar de sua peregrinação, após erigir várias igrejas em honra da Paixão do Senhor, a virtuosa imperatriz levou consigo para a Cidade Eterna um pedaço considerável da Santa Cruz, conservando-se em Jerusalém a parte mais importante.

Trouxe também os cinco cravos que encontrara na mesma ocasião, e os deu de presente a seu filho Constantino, o qual mandou colocar um deles na armação do diadema imperial.

Talvez esteja esse piedoso gesto na origem do belo costume de encimar com uma cruz as coroas dos soberanos católicos.

Basílica da Natividade

Por iniciativa do imperador e de sua mãe, Santa Helena, ergueu-se também em Belém, no local do nascimento do Menino Deus, a Basílica da Natividade, concluída em 333.

Dois anos depois, em 335, inaugurou-se em Jerusalém a Basílica do Santo Sepulcro, para cuja construção muito se empenhou pessoalmente Santa Helena.

Scala Santa

A Scala Santa é a escada de vinte e oito degraus do Pretório de Pôncio Pilatos, pela qual Nosso Senhor Jesus Cristo subiu na Sexta-Feira Santa para ser julgado pelo governador romano.

A relíquia foi levada de Jerusalém para a Europa no ano 326 por Santa Helena, mãe do Imperador Constantino, e atualmente se encontra num santuário próximo à Basílica de São João de Latrão, em Roma.

Pelo exemplo de suas virtudes, Santa Helena esteve na raiz de realizações gloriosas, que repercutem até nossos dias.

Texto extraído, com adaptções, da Revista Arautos do Evangelho setembro 2006.

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