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“Quando partilhamos nossos talentos e bens, Deus os multiplica”, assegura o Papa

Durante o Angelus do último domingo, o Papa Francisco convidou os fiéis a se perguntarem diariamente: ‘O que eu levo para Jesus hoje?’.

Redação (26/07/2021 09:28, Gaudium Press) No último domingo, 25 de julho, Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, o Papa Francisco apareceu na janela do apartamento pontifício para a tradicional recitação da oração mariana do Angelus com os fiéis e peregrinos presentes na Praça de São Pedro.

Antes da oração, o Pontífice fez uma reflexão sobre o Evangelho do dia, que conta o conhecido episódio de quando Nosso Senhor Jesus Cristo multiplicou pães e peixes, para alimentar por volta de cinco mil pessoas que foram ouvi-lo.

Cinco pães e dois peixes: o suficiente para Jesus

O Santo Padre destaca o fato de que “Jesus não cria os pães e os peixes do nada, mas age a partir do que os discípulos lhe trazem”. Um deles diz que havia um jovem com cinco pães e dois peixes. “É pouco, não é nada, mas é o suficiente para Jesus”, garante.

Em seguida, o Pontífice pediu para que nos coloquemos no lugar daquele jovem. “Os discípulos lhe pedem para partilhar tudo o que ele tem para comer. Parece uma proposta insensata, aliás, injusta. Por que privar uma pessoa, principalmente um jovem, do que ele trouxe de casa e tem o direito de guardar para si? Por que tirar de uma pessoa o que não é suficiente para alimentar a todos?”, reflete.

O que eu levo para Jesus hoje?

“Humanamente, é ilógico. Mas não para Deus. Pelo contrário, graças a esse pequeno dom gratuito e, portanto, heroico, Jesus pode alimentar a todos. Este é um grande ensinamento para nós. Ele nos diz que o Senhor pode fazer muito com o pouco que colocamos à sua disposição”, ressaltou Francisco.

O Papa convidou os fiéis a se perguntar diariamente: ‘O que eu levo para Jesus hoje?’ “Ele pode fazer muito com uma oração nossa, com um gesto de caridade para com os outros, até mesmo com a nossa miséria entregue à sua misericórdia. Deus ama agir assim: Ele faz grandes coisas a partir de coisas pequenas e gratuitas”, frisou.

O verdadeiro milagre não é a multiplicação

Francisco recordou ainda que todos os grandes protagonistas da Bíblia mostram esta lógica da pequenez e do dom. “A lógica do dom é muito diferente da nossa. Nós buscamos acumular e aumentar o que temos. Em vez disso, Jesus nos pede para doar, para diminuir. Nós amamos acrescentar, gostamos de adicionar. Jesus gosta de subtrair, de tirar alguma coisa para dar aos outros. Nós queremos multiplicar para nós. Jesus aprecia quando dividimos com os outros, quando partilhamos”, ensina.

“É curioso que nos relatos da multiplicação dos pães presentes nos Evangelhos, o verbo ‘multiplicar’ nunca aparece. Pelo contrário, os verbos usados são de sinal oposto: ‘partir’, ‘dar’, ‘distribuir’. O verdadeiro milagre, diz Jesus, não é a multiplicação que produz glória e poder, mas a divisão, a partilha, que aumenta o amor e permite que Deus realize maravilhas. Vamos compartilhar mais: experimentar este caminho que Jesus nos ensina”, afirmou o Pontífice.

A multiplicação de bens não resolve os problemas sem uma partilha justa

Por fim, o Papa ressalta que “também hoje, a multiplicação de bens não resolve os problemas sem uma partilha justa”. Recordando as cerca de sete mil crianças abaixo de cinco anos que morrem de desnutrição por não terem o necessário para viver, Francisco assegura que Jesus nos faz um convite semelhante.

“Coragem, doa o pouco que tem, os seus talentos e seus bens, coloque-os à disposição de Jesus e dos irmãos. Não tenha medo, nada será perdido, porque se você partilha, Deus multiplica. Expulse a falsa modéstia de se sentir inadequado, confie. Acredite no amor, no poder do serviço, na força da gratuidade”, concluiu. (EPC)

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