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Presidente da Argentina anuncia nova tentativa de legalizar o aborto

Alberto Fernández diz que quer cumprir um compromisso de campanha. A “Ola Celeste” pró-vida é reativada.

Redação (19/11/2020 12:21, Gaudium Press) Com o transbordamento dos gastos públicos, o custo fiscal muito alto e uma inflação crescente, não são poucos os economistas que acreditam que o governo só tem tempo para tentar solucionar uma economia que ameaça afundar definitivamente. Ilusão, pois também há tempo para empurrar a agenda antivida.

De fato, Alberto Fernández anunciou que mecanismos legislativos serão colocados em prática para tentar, mais uma vez, aprovar o aborto na Argentina.

Fernandez afirma que, dessa maneira, quer cumprir um compromisso de campanha eleitoral. Ao mesmo tempo e, numa jogada qualificada como a de um tribunal peronista, Fernández enviou ao Congresso um projeto de lei “com o objetivo de fortalecer o atendimento integral da saúde das mulheres durante a gestação e de seus filhos e filhas nos primeiros anos de vida”, apresentando-se não apenas como abortista, mas também como defensor da maternidade.

Ao tentar justificar seu projeto, Fernandez afirmou que a “legalização do aborto salva a vida das mulheres”, sem especificar se as meninas que serão abortadas também são consideradas mulheres.

O presidente argentino assinalou que o projeto de legalização do aborto que apresentou “não aumenta o número de abortos nem os promove”, mas faz com que “diminuam os abortos e as mortes que eles geram”. Mais uma vez, parece não considerar os fetos abortados como mortes.

Prepara-se uma nova mobilização da ‘Ola Celeste’

Em 9 de agosto de 2018, um projeto de legalização do aborto foi rejeitado pelo Senado argentino.

Isso ocorreu após a intensa mobilização da ‘Ola Celeste’ (Onda Celeste), um amplo movimento cidadão “Pelas duas vidas”, a da mãe, mas também a da criança por nascer. ‘Ola Celeste’, pela cor dos lenços que identificavam os defensores da vida.

Em 5 de novembro passado, delegados da Rede Unida Pró-vida realizaram uma reunião com o presidente do Congresso, Sergio Massa, na qual foi pedido a não ceder “diante da pressão de setores radicais que representam a indústria do aborto”.

Também está prevista uma mobilização em frente ao Congresso argentino, no dia 28 de novembro, a ser confirmada.

Com informação Actuall

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