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Prefeito, monge, diplomata, Papa, Doutor da Igreja: esse foi São Gregório Magno

Seu nome é Gregório, mas sua trajetória na Igreja levou a que os fiéis lhe dessem o sobrenome de Magno, que diz o que, na verdade, ele foi: Grande.

Seu nome é Gregório, mas sua trajetória na Igreja levou a que os fiéis lhe dessem o sobrenome de Magno, que diz o que, na verdade, ele foi: Grande.

Redação (03/09/2020, 14:30 – Gaudium Press) Ex-prefeito de Roma, monge, diplomata, secretário do Papa, Pontífice. Estas foram algumas etapas que historiam a vida do Santo que a Igreja celebra hoje, 03 de setembro.
Seu nome é Gregório, mas a história de sua caminhada na Igreja levou a que os fiéis lhe conferissem o sobrenome de Magno, que quer dizer Grande: aquilo que realmente ele foi.

Quem foi São Gregório Magno?

Gregório nasceu em Roma, no ano 540, pertencia à nobre família Anícia, que possuía forte tradição na Corte romana e da qual saíram outros dois Papas: Félix III (483-492) e Agapito (535-536).

Ainda jovem, Gregório ingressou na carreira administrativa, sendo prefeito de Roma. Mas, logo ele deixou essa carreira. Após a morte de seu pai ele deixou a carreira política para tornar-se monge e se dedicar à vida monástica tendo ingressado no mosteiro de Santo André.
Para o Santo, os anos passados no mosteiro foram os melhores de sua vida.

O Papa Pelágio o fez diácono, núncio apostólico, secretário do Pontífice

O Papa Pelágio o nomeou diácono sendo, em seguida, enviado a Constantinopla como Núncio Apostólico.
Mas, o Papa o chamou de Constantinopla para Roma e o nomeou seu secretário. Como secretário do Pontífice, viveu anos difíceis quando aconteceram inúmeros desastres naturais, carestias, fome e a peste que acabou por atingir o Papa Pelágio II e o matar.

Seu nome é Gregório, mas sua trajetória na Igreja levou a que os fiéis lhe dessem o sobrenome de Magno, que diz o que, na verdade, ele foi: Grande.

Primeiro monge que se tornou Papa

A fama da inteligência, bondade e santidade levaram a que o clero, o povo e o senado romanos o elegessem Papa.
Assim, ele tornou-se o primeiro monge a subir ao sólio pontifício. Preocupou-se com a conversão dos novos povoados constituídos dentro da nova organização civil da Europa.

Seu grande desejo e meta era estabelecer relações de fraternidade com todos os povos para assim anunciar a palavra da salvação.

O primeiro monge a ser Papa deixou em sua trajetória pela Cátedra de Pedro grandes e relevantes legados.
A história da Igreja nos aponta que como obra sua estão, por exemplo, a instituição da observância do celibato para o clero, a introdução do Pai-Nosso na Missa e o a introdução do canto gregoriano na liturgia.

“Onde existe o amor são realizadas coisas grandes”

São Gregório Magno considerava, dentro de todo seu trabalho religioso no Ocidente, que o êxito da conversão da Inglaterra coroou seus esforços e foi o maior triunfo de sua vida.
E não foi pouca ação apostólica do Santo. Ele fez a compilação do Antiphonario, fez a revisão e a reestruturação do sistema de música sacra da Igreja, fundou a famosa Schola Cantorum de Roma que deixou um inestimável e imorredouro legado de música sacra para a Igreja.

A grande vida de Gregório, o Grande, indica que ele projetou também em outras direções seu talento, sua santidade e seu amor à Igreja. Aliás, é dele a expressão usado por ele frequentemente: “Onde existe o amor são realizadas coisas grandes”.

O quarto Doutor da Igreja e a opinião de Bento XVI

São Gregório Magno brilhou também em outros quadrantes. Ele é venerado como o quarto Doutor da Igreja, por ter dado uma clara expressão a algumas doutrinas religiosas que ainda não tinham sido bem definidas e, possivelmente, seu maior trabalho foi o fortalecimento da Sé Romana.

Bento XVI, referindo-se a São Gregório Magno em uma Audiência Geral de 28 de maio de 2008, observou que, embora o desejo de São Gregório tivesse sido o de “viver como um monge em permanente conversa com a Palavra de Deus, por amor seu se fez servidor de todos em um tempo cheio de tribulações e sofrimentos: servo dos servos. Por isso foi ‘Grande’ e nos ensina qual é a medida da verdadeira grandeza”. (JSG)

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