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Prefeito do Rio promete reconhecer o Cristo Redentor como propriedade da Igreja Católica

A declaração surge com o objetivo de acabar com a disputa travada entre a Arquidiocese do Rio de Janeiro e o governo federal.

Rio de Janeiro (21/10/2021 15:50, Gaudium Press) O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que pretende reconhecer o terreno onde está localizado o monumento do Cristo Redentor, como sendo de propriedade da Igreja Católica. A declaração surge com o objetivo de acabar com a disputa travada entre a Arquidiocese do Rio de Janeiro e o governo federal.

Reconhecimento de legitimidade e propriedade

“Assumo publicamente o compromisso de que nós, através de mecanismos criados pela própria legislação federal, estaremos, a partir do pleito apresentado pelo Cristo Redentor, reconhecendo a legitimidade e a propriedade daquele espaço para a Mitra. Isso para que o Cristo possa sempre representar um lugar da profissão de Fé e, acima de tudo, aberto a todos os visitantes”, ressaltou.

O político garantiu que, em setembro, enviou ao município um ‘pedido de regularização fundiária de interesse específico (Reurb-E) em área de proteção permanente’. No documento, a Arquidiocese solicita a ‘legitimação fundiária’ ou a ‘legitimação da posse’ do alto do Corcovado, com base na lei federal 13.465, de 2017.

Disputa acirrada entre a Arquidiocese e o Governo Federal

“Embora hoje o monumento transcenda a religiosidade e tenha se transformado em um ícone de um país inteiro, não se pode descaracterizar sua fundamental natureza católica”, diz um trecho do documento. Também se recorda como os fiéis ajudaram a construir a imagem e cita um decreto da década de 60, que garantiria a doação da área para a Igreja Católica. Entretanto, o governo federal diz que esse documento não é válido.

Recentemente, o Ministério do Meio Ambiente conseguiu na Justiça assumir o controle das lojas de suvenires e do restaurante que ficam no pé da estátua, até então alugados pela Igreja. A disputa se acirrou ainda mais quando o padre Omar Raposo, reitor do Santuário do Cristo Redentor, foi barrado na entrada do monumento por fiscais do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), no mês passado. O religioso ia realizar um batizado na capela localizada aos pés da imagem. (EPC)

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