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Por que Santa Rita de Cássia é conhecida como a santa das causas impossíveis?

Em plena época da pandemia do coronavírus seria bom saber porque Santa Rita de Cássia é considerada a santa das causas impossíveis. E, por isso mesmo, com fé, recorrer a sua intercessão.

Em plena época da pandemia do coronavírus seria bom saber porque Santa Rita de Cássia é considerada a santa das causas impossíveis. E, por isso mesmo, com fé, recorrer a sua intercessão. 

Redação (22/05/2020 18:07, Gaudium Press) Imediatamente após sua morte, Santa Rita de Cássia já era venerada como protetora contra a peste, provavelmente pelo fato de ter se dedicado em vida ao cuidado e desvelo pelos enfermos que contraiam as pestes, sem contrair jamais alguma daquelas doenças que levaram tantos e tantos à morte.

Este foi um dos principais motivos que fizeram com que ela começasse a ser conhecida como a Santa das Causas Impossíveis.

Quem foi Santa Rita de Cássia?

Santa Rita nasceu em 1381, junto com Cassia, na bela Úmbria, uma terra de santos: Bento, Escolástica, Francisco de Asís, Clara, Angela, Gabriel … etc. Santa Rita pertence ao famoso grupo de mulheres que passou por todos os estados: casado, viúvo e religioso.

Poucos santos desfrutaram de tanta devoção quanto Santa Rita, advogada de casos impossíveis, foi e é muito procurada pelos necessitados. Sua paixão favorita era meditar sobre a paixão de Jesus.
Ela era uma menina precoce, inclinada às coisas de Deus, que sabia ler as mensagens do Criador em criaturas.

Modelo extraordinário de esposa, mãe, viúva e freira

Desde criança, ela tinha uma forte inclinação para a vida religiosa. Mas a providência divina providenciou que ela passasse por todos os estados, os santificasse e difundisse a luz de seu exemplo e o aroma de sua virtude. Ela era um modelo extraordinário de esposa, mãe, viúva e freira.

Sua família quis que ela se casasse Pablo Fernando, de sua aldeia natal.
Foi um verdadeiro martírio, pois Pablo era caprichoso e violento. Rita aceita seu papel: calar a boca, sofrer, rezar.
Sua bondade e paciência alcançam a conversão de seu marido. Nascem dois gêmeos que os enchem de alegria. A tragédia segue a paz. Seu marido é assassinado, como uma sequência de sua antiga vida.

Em sua vida há fato que parece incompreensível do ponto de vista natural: vendo que ela não conseguiu levar os filhos a abandonar a ideia de vingança, ela pede a Deus –com a intenção de evitar um novo crime– que Ele os levasse. E o Senhor acatou seu pedido: seus filhos morreram.

Sua vida foi sempre difícil, sofrida, mas a confiança a acompanha, sempre

Chegaram para ela os anos difíceis e com eles a solidão, as lágrimas, as orações. Mas chegou também a oportunidade de realizar seu desejo de infância: ser religiosa.

Por três vezes ela tentou entrar para a ordem das s Irmãs Agostinianas de Cássia e por três vezes ela foi rejeitada.
Finalmente, com um prodígio aconteceu: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino aparecem para ela e a introduzem no mosteiro.

Ela foi, então admitida, fez sua profissão em 1417 e passou 40 anos lá, vivendo apenas para Deus.

Rita percorreu os três caminhos da vida espiritual, purgativos, iluminativos e unitivos. Certa ocasião sua superiora lhe deu a ordem de regar um galho seco.
Rita cumpre rigorosamente o pedido por vários meses e o ramo de videira brotou e ainda hoje vive.

Do crucifixo ela tirou recebeu a lição de como ser Santa

Rita, como Francisco de Asís, está selada com um dos estigmas da paixão: um espinho muito doloroso na testa.

Rita olha para o crucifixo e nessa escola ela aprende sua lição.
No jardim do convento, uma rosa e dois figos nascem no meio do inverno para satisfazer seus desejos doentios. Quando ele morre, a cela se acende e os sinos tocam sozinhos para glorifica-la.

Seu corpo ainda está incorrupto hoje.

Quando Rita morreu em 1457, a ferida na testa brilhava em seu rosto como uma estrela em uma roseira.

Leão XIII canonizou-a em 1900.

Santa Rita das causas impossíveis, intercedei por nós! Amém.

(Fonte Infovaticana / Felipe Aquino – @pfelipeaquino)

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