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Por que a devoção e a consagração ao Imaculado Coração de Maria?

Aflitos, uma luz no fim do túnel. Nossa Senhora prometeu o triunfo de seu Imaculado Coração! Qual a relação entre esse triunfo e nossas preocupações?

Redação (20/06/2020 09:26, Gaudium Press) Pandemia, mortes, assassinatos, crise econômica, aumento do número de desempregados, corrupção: essas são as palavras que mais temos ouvido ultimamente, trazendo, como consequência, aflições, angústia, medo, que podem levar as pessoas ao desespero.

Todavia, por cima destas catástrofes, é preciso ter diante dos olhos o nascer do sol de uma esperança. “Os Tempos Contemporâneos, que parecem na iminência de se encerrar com nova crise, têm um privilégio maior. Veio Nossa Senhora falar aos homens; não foi um Anjo, nem um grande santo ou um profeta, mas a própria Mãe de Deus”. [1]

Ela não dirigiu essas palavras apenas às gerações do início do século XX, mas, sobretudo, às que vieram posteriormente. E à medida que o tempo passa, elas parecem ditas para os nossos dias, para nossa Pátria, para cada um de nós, para você, caro leitor.

A boa mãe, que ama seu filho, não é indiferente às suas necessidades e aflições e, especialmente, quando este se encontra em perigo e em meio às desgraças: prestimosa, ela vai a seu socorro. Ora, se assim é com qualquer dedicada mãe, o que não dizer d’Aquela que é a melhor de todas as mães, a Mãe de Deus e nossa?

Devoção ao Imaculado Coração de Maria

Em Fátima, Nossa Senhora predisse o advento de grandes castigos para a humanidade, se os homens continuassem a ofender a Deus. Porém, mais importante, num certo sentido, do que as punições anunciadas, são os meios de salvação indicados pela Mãe de Deus: recitação do Rosário, a prática dos Cinco Primeiros Sábados e a devoção ao Imaculado Coração de Maria.

Com humilde clareza, manifestou o desejo de Deus: “Ele quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. A quem a aceita, prometer-lhe-ei a salvação e estas almas serão amadas de Deus, como flores colocadas por Mim para enfeitar o seu trono”. [2]

Sim, o que motivou a Mãe de Deus a vir em pessoa transmitir sua mensagem aos três pastorinhos foi o anúncio de sua gloriosa vitória: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”. [3]

“É uma perspectiva grandiosa de universal vitória do Coração régio e materno da Santíssima Virgem. É uma promessa de paz, atraente e, sobretudo, majestosa e empolgante”. [4]

Por que a consagração ao Imaculado Coração de Maria?

Em 1941, Nosso Senhor Jesus Cristo, confirmando este desejo transmitido por Nossa Senhora em Fátima, pede a beata Alexandrina dizer ao Papa que queria a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de sua Mãe Santíssima: “[…] que apresse a hora da Consagração dele a Minha Mãe bendita. Que A coloque à frente da batalha e A proclame Rainha da Vitória e Mensageira da Paz” [5]E continua: […] “Ai dele, se à sua frente não tem a Rainha do Céu! Ai dele se Ela não intercede junto do trono divino!”.

Deus quer a salvação da humanidade e indica o Coração de Maria para realizá-la: “Assim como mandei fechar tudo na Arca de Noé antes do dilúvio, assim quero fechar o mundo inteiro naquela Arca Santíssima”.[6]

A certeza da vitória: Deus nunca nos abandona!

Quem ousaria imaginar que Deus pode enganar ou mentir? Seria uma blasfêmia pensar nisso. Igualmente, Nossa Senhora, também não! Se Ela anunciou que Seu coração triunfará, isso acontecerá. E tenhamos a certeza de que se permanecermos fiéis a Ela e a seu Santo Rosário, seremos testemunhas de novos prodígios e do cumprimento de sua profecia.

Na situação calamitosa, de pandemia e sem saída em que o mundo se encontra, depositemos nossa confiança em Nossa Senhora e, aproveitemos a oportunidade da festa Imaculado Coração de Maria para nos consagrarmos ao amor deste Coração, cheio de bondade e misericórdia para aqueles que pedem perdão, colocando n’Ele todas as nossas preocupações, aflições e angústias. Ela é a luz de nossa vida e nos aliviará! Seu coração é idêntico em caridade e misericórdia ao Divino Coração de seu Filho Jesus Cristo.

Portanto, não temamos os males e confiemos, pois já dizia São Paulo: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Mas, em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! Tenho a certeza que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os poderes celestiais, nem o presente nem o futuro, nem as forças cósmicas, nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8, 35-39).


[1] CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Fátima: explicação e remédio da crise contemporânea. In: Catolicismo. N.29, maio 1953

[2] IRMÃ LÚCIA. Memórias I. Quarta Memória, c.II, n.4. 13.ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, p.175.

[3]  IRMÃ LÚCIA, op. cit., n.5, p.177.

[4] CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Fátima numa visão de conjunto In: Catolicismo.n.197,1967

[5] PINHO, Mariano, SJ. No Calvário de Balasar 2 ed. Braga Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, 2005,  p. 224.

[6] PINHO, Mariano, SJ. No Calvário de Balasar 2 ed. Braga Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, 2005,  p. 224.

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