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Por medo de ataques terroristas, católicos se reúnem em segredo para rezar na Nigéria

Os católicos na Nigéria são conhecidos por ser uma comunidade cheia de energia e entusiasmo na Igreja, mas isso já não é assim, especialmente nos estados de Adamawa e Borno.

Nigéria – Abuja (30/03/2021 15:14, Gaudium Press) A porta-voz da Cáritas Nigéria, Doris Mbaezue, afirmou em entrevista à ACI África, que os católicos do país estão se reunindo em segredo para rezar, pois temem frequentar os templos profanados, abandonados e destruídos pelo grupo terrorista Boko Haram.

“As igrejas estão abandonadas. Os católicos na Nigéria são conhecidos por ser uma comunidade cheia de energia e entusiasmo na Igreja, mas isso já não é assim, especialmente nos estados de Adamawa e Borno”, lamentou.

Medo de novos ataques terroristas

Segundo a porta-voz, os católicos têm medo de sofrer ataques terroristas, e por conta disso não visitam mais as igrejas e centros paroquiais. Em vez disso, quando querem rezar juntos, se reúnem secretamente em lugares indefinidos.

“Hoje, se organizam e se encontram em lugares totalmente indefinidos para saciar sua sede de orações comunitárias. Eles não vão mais aos seus locais de culto, porque sabem que podem morrer se o fizerem”, destacou.

Fé em crescimento apesar dos obstáculos

Apesar de todos estes obstáculos, a Fé dos católicos que habitam essa região continua em crescimento diário. “As pessoas professam sua Fé com orgulho. Poderia se imaginar que os ataques que têm como alvo os religiosos os espantaria, mas não”, assegurou Mbaezue.

“Os sacerdotes e seminaristas que estão dando a sua vida pela Fé são a motivação mais forte para o povo aqui. Cada vez mais pessoas estão dispostas a morrer para defender a própria Fé”, concluiu.

O trabalho da Igreja Católica na Nigéria

Além da Cáritas Nigéria, outras entidades de caridade trabalham na Nigéria, tais como a Catholic Relief Services, a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit e a Conferência Episcopal Italiana.

Essas entidades locais e internacionais lutam para aliviar o sofrimento dos deslocados internos nas 58 dioceses do país. Os esforços dessas instituições concentram-se especialmente nos estados onde se encontram mais vítimas do Boko Haram. (EPC)

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