Perseguição Religiosa: número de sacerdotes e religiosos sequestrados no mundo apresenta leve queda
Em todo o mundo, “apenas” 28 sacerdotes e religiosos foram presos ou privados de liberdade em 2025. Número inferior em comparação ao ano anterior, quando foram contabilizadas 72 detenções.
Redação (16/04/2026 10:38, Gaudium Press) Um relatório apresentado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre indica que, apesar do número de sacerdotes e religiosos católicos presos ou raptados no ano de 2025 ter sido ligeiramente menor em comparação com 2024, este continua sendo um grande problema em alguns países.
Em todo o mundo, “apenas” 28 sacerdotes e religiosos foram presos ou privados de liberdade em 2025. Número inferior em comparação ao ano anterior, quando foram contabilizadas 72 detenções. Importante ressaltar que nesta análise foram contabilizadas apenas detenções motivadas por perseguição religiosa.
Nicarágua, China e Índia
A Nicarágua foi o país que registrou a maior queda nesta estatística: de 44 clérigos presos em 2024, apenas dois permaneceram detidos no ano seguinte. Já na Bielorrússia, em 2025 somente três sacerdotes foram detidos, porém, no final do ano, dois foram libertados. O único que permaneceu na prisão é um sacerdote acusado de espionagem.
Já a China registrou um aumento no número de casos de clérigos e religiosos presos. No total, entre março e junho de 2025, houve um total de cinco prisões na Diocese de Wenzhou, incluindo um sacerdote, duas religiosas e o Bispo Peter Shao Zhumin, que foi preso várias vezes ao longo dos anos e colocado novamente em prisão domiciliar em março de 2025.
Um país que ainda preocupa, em relação a detenções de religiosos católicos em 2025 é a Índia, que nos últimos anos tem registrado um aumento da perseguição anticristã. Quatro religiosas foram presas no país sob a falsa acusação de rapto ou tráfico de seres humanos feitas por nacionalistas hindus radicais. Posteriormente, todas foram libertadas.
Venezuela, Uganda e Nigéria
Na Venezuela dois clérigos católicos foram detidos em 2025. Um deles foi o Padre Gregory Schaffer, sacerdote dos Estados Unidos que trabalhava no país há duas décadas e foi libertado após uma intervenção da Nunciatura. O outro foi o Cardeal Baltazar Porras, antigo Arcebispo de Caracas, detido por algumas horas no momento em que tentava deixar o país. Posteriormente o purpurado foi libertado.
Um sacerdote foi preso em Masaka, no Uganda, acusado de participar de ‘atividades subversivas violentas’. Em uma situação diferente, o Padre jesuíta Jorg Ält preferiu cumprir uma pena de 25 dias de prisão a pagar uma multa por participar num protesto ilegal contra as alterações climáticas na Alemanha.
A Nigéria, país com mais sacerdotes raptados nos últimos anos, registrou um aumento de 17 para 24 casos, entre os quais estão três padres raptados há vários anos e que continuam desaparecidos, não tendo sido declarados como mortos. Se forem contabilizados apenas os raptos ocorridos num determinado ano, os números são 14 para 2024 e 21 para 2025.
Duas das vítimas de rapto em 2025 eram religiosas, que acabaram sendo libertadas, e quatro eram seminaristas, dos quais dois foram libertados e dois foram mortos. Dos 15 sacerdotes raptados em 2025 na Nigéria, um foi assassinado pelos seus raptores e dois, Emmanuel Ezema e Bobbo Paschal, continuavam desaparecidos no final de 2025, embora o Padre Paschal tenha sido libertado em Janeiro de 2026.
Camarões, Colômbia, Haiti e Itália
Camarões foi outro país que registrou um acentuado aumento no número de sequestros de sacerdotes católicos, com um total de oito em 2025, contra três em 2024. A maioria foi realizada por milícias independentistas da Ambazonia. O Padre Huub Welters, missionário holandês, foi raptado e mantido em cativeiro durante três dias antes de ser libertado. Outros seis sacerdotes camaronenses foram raptados em incidentes relacionados.
Já na Colômbia, dois sacerdotes foram raptados em 2025. No primeiro caso, o Padre agostiniano Carlos Saúl James foi sequestrado e mantido em cativeiro durante 10 dias antes de ser libertado. No segundo caso, o Padre Winston Chávez foi mantido sob a mira de uma arma durante várias horas por um grupo paramilitar rebelde, sendo libertado posteriormente.
O Haiti registrou em 2025 um grande declínio no número de casos de sacerdotes católicos presos em comparação com o ano anterior. De fato, em 2025 apenas o Padre Jean Julien Ladouceur foi raptado e posteriormente libertado. No ano de 2024, o número de sequestros contra clérigos católicos no país foi de 18.
Na Itália, no mês de junho de 2025, um sacerdote católico foi sequestrado no contexto de um assalto. O Padre foi atraído para a casa do criminoso, sob o pretexto de uma bênção. Ao chegar no local, ele foi agredido, roubado, forçado a entrar num carro, levado para outro local e depois abandonado no campo. (EPC)






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