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Parlamento Europeu condena perseguição contra a Igreja Católica, na Nicarágua

Os deputados europeus votaram por uma resolução condenando a perseguição religiosa e política do governo da Nicarágua contra seus opositores. A resolução parlamentar pede também pela liberação de um bispo, Dom Álvarez

Redação (17/09/2022 11:00, Gaudium Press) A perseguição religiosa que está acontecendo na Nicarágua está chamando a atenção de todo o mundo, especialmente após o encarceramento do Dom Rolando Alvarez, Bispo de Matagalpa.

O Parlamento Europeu se reuniu na última quinta-feira, 15 de setembro, e votou uma resolução que condena a repressão civil que ocorre no país centro-americano.

Resolução parlamentar condena a atual política de repressão

O resultado da votação foi favorável à resolução: 538 deputados votaram a favor, 16 contra e 28 se abstiveram.

O texto da resolução aponta a perseguição que se ocorre no atual governo de Daniel Ortega:

“O Parlamento condena veementemente a crescente repressão contra a Igreja Católica, figuras da oposição, sociedade civil, defensores dos direitos humanos, jornalistas, agricultores, estudantes e indígenas na Nicarágua.”

O documento pede a liberação de Dom Rolando Álvarez

Além de reconhecer que as pessoas perseguidas são, em sua maioria, ligadas à Igreja Católica, o texto menciona a prisão arbitrária de Dom Rolando Álvarez, Bispo de Matagalpa, aprisionado desde o dia 19 de agosto.

O documento pede pela liberação “imediata e incondicional” do epíscopo e a anulação de qualquer procedimento jurídico contra ele.

Os deputados europeus reconhecem o importante papel da Igreja Católica no país, assim como o papel de Dom Álvarez como mediador de paz e de diálogo, principalmente em 2018.

Condenação de outras medidas ditatoriais de Ortega

A prisão arbitrária de 206 prisioneiros políticos e o fechamento de instituições e organizações contrárias ao governo são igualmente condenadas pelo documento do parlamento.

A expulsão do núncio apostólico no país, Waldemar Stanislaw Sommertag, também recebeu uma alusão no texto da resolução parlamentar.

O Parlamento deseja que a União Europeia e o Conselho de Segurança da ONU abram um processo para investigar crimes contra a humanidade cometidos pelo presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

A esperança de Francisco: o diálogo

No retorno à Roma, o Papa Francisco também falou sobre a situação na Nicarágua. O Pontífice afirmou que existe um diálogo com o governo: “há diálogo. Isso não quer dizer que se aprova tudo que o governo faz ou que se desaprova tudo, não. Há diálogo e é preciso resolver problemas.”, afirmou Francisco.

O Papa também mostrou esperança pelo retorno das missionárias da Caridade de Madre Teresa, expulsas do país: “Pelo menos, espero que as Irmãs de Madre Teresa de Calcutá regressem. Porque essas mulheres são boas revolucionárias, mas do Evangelho. Eles não fazem guerra contra ninguém. Na verdade, todos nós precisamos dessas mulheres. É um gesto que não se compreende”, disse o Santo Padre. (FM)

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