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Papa reconhece as virtudes heróicas de três novos Servos de Deus

Os três novos Servos de Deus são figuras marcadas pela entrega ao amor de Deus, confiança na sua misericórdia e esperança no seu perdão.

Redação (30/08/2021 15:43, Gaudium Press) Na manhã desta segunda-feira, 30, o Papa Francisco recebeu em audiência o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Marcello Semeraro. Após o encontro, o purpurado anunciou que o Pontífice autorizou o Dicastério a promulgar os Decretos relativos às virtudes heróicas de três Servos de Deus.

Figuras marcadas pela entrega ao amor de Deus, confiança na sua misericórdia e esperança no seu perdão, os três novos veneráveis são: Enrica Beltrame Quattrocchi, filha de um casal beatificado em 2001; Plácido Cortese, frade franciscano morto nas torturas infligidas pela Gestapo; e a jovem mãe Maria Cristina Cella Mocellin.

Serva de Deus Enrica Beltrame Quattrocchi

Nascida em 6 de abril de 1914, a serva de Deus Enrica Beltrame Quattrocchi, foi a última filha do Beato Luigi Beltrame Quattrocchi e Maria Corsini, falecida aos 98 anos. Apesar de ter decidido seguir o caminho religioso dos irmãos (dois sacerdotes e uma religiosa), sua vocação a chamava para acompanhar seus pais idosos.

Dedicou-se ao ensino nos bairros mais pobres da capital italiana, tornando-se, em 1976, Superintendente do Ministério do Patrimônio Cultural e Ambiental. Sua vida foi marcada por diversas doenças e dificuldades econômicas. Era na oração e na assistência frequente à Santa Missa que encontrava forças. Faleceu no dia 16 de junho de 2012 em Roma, na Itália.

Servo de Deus Plácido Cortese

Nascido no dia 7 de março de 1907 em Cherso, atual Croácia, Plácido Cortese ingressou na Ordem dos Irmãos Menores Conventuais, sendo ordenado sacerdote no ano de 1930, prestando serviço na Basílica de Santo Antônio em Pádua e alguns anos depois tornou-se diretor da revista “O Mensageiro de Santo Antônio”.

Ao longo da II Guerra Mundial, em nome do Núncio Apostólico na Itália, Dom Francesco Borgongini Duca, auxiliou os croatas e eslovenos nos campos de concentração italianos, especialmente em Chiesanuova, perto de Pádua. Seu trabalho foi mal visto pelos alemães, que em 8 de outubro de 1944 o mataram após duras torturas.

Serva de Deus Maria Cristina Cella Mocellin

Nascida no dia 18 de agosto de 1969, em Cinisello Balsamo, província de Milão, Itália, a serva de Deus Maria Cristina Cella Mocellin foi fiel leiga e mãe de família. Seu caminho de discernimento vocacional foi iniciado na comunidade das Filhas de Maria Auxiliadora de Dom Bosco durante os anos de colégio.

Sentindo-se chamada ao matrimônio, casou-se em 1991, apesar de estar debilitada por conta de um sarcoma na perna esquerda. Após diversos tratamentos, o casal teve dois filhos, mas assim que ela descobriu estar grávida de seu terceiro filho, a doença reapareceu. A mãe optou por dar continuidade à gravidez, submetendo-se a tratamentos que não colocariam em risco a vida do bebê. Maria Cristina faleceu aos 26 anos, em Bassano del Grappa, na Itália, em 22 de outubro de 1995. (EPC)

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