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Papa Francisco elogia criação de Instituto São João Paulo II na Universidade Angelicum de Roma

Em carta dirigida ao reitor da Universidade São Tomás de Aquino de Roma, Francisco manifesta seu contentamento pela criação do Instituto de cultura com o nome do Papa polonês

Itália – Roma (18/05/2020 15:00, Gaudium Press) Através de uma carta endereçada ao Frade Michal Paluch O.P., -reitor da Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino de Roma, a famosa ‘Angelicum’- o Papa Francisco para parabeniza pela inauguração do Instituto de Cultura São João Paulo II, anexado à Faculdade de Filosofia da referida universidade. O próprio Papa Wojtyla foi aluno do Angelicum.

Na carta -que também elogia as fundações polonesas Futura Iuventa e Saint Nicholas, que promovem o novo instituto- Francisco assinala que este terá, a exemplo das fundações patrocinadoras, “como principal finalidade a reflexão sobre a cultura contemporânea”. Para esse fim, os promotores “pretendem empregar a colaboração dos mais eminentes filósofos, teólogos e homens e mulheres da cultura, em sua mais ampla expressão. E São João Paulo II é, para esse fim, ao mesmo tempo, o inspirador e o primeiro e mais importante artífice, com o rico e multifacetado patrimônio que deixou e, inclusive antes, com o exemplo de seu espírito aberto e contemplativo, apaixonado por Deus e pelo homem, a criação, a história e a arte”.

A vida de São João Paulo II lhe facilitou seu respeito pelo homem

Destaca Francisco em seu escrito que as experiências do Papa polonês, entre as quais assinaladamente se encontram os dramas da época que teve que viver, e seus sofrimentos particulares, interpretados à luz do Espírito Santo, “o levaram a desenvolver com singular profundidade a reflexão sobre o homem e sobre suas raízes culturais, como referência imprescindível a cada pregação do Evangelho”. Esses fatos fazem com que o pensamento e a ação do Papa polonês sempre reflitam respeito por cada homem, o que não é senão o respeito à obra de Deus em cada ser humano, algo que expressou firmemente, por exemplo, em encíclicas como Redemptor hominis ou em seu discurso para a Unesco em 1980.

O Papa Francisco manifesta sua satisfação com a ereção do novo Instituto criado no interior da Universidade São Tomás de Aquino, a qual “abriga uma comunidade acadêmica composta por professores e estudantes de todo o mundo e é um local adequado para interpretar os importantes desafios das culturas de hoje. A tradição da Ordem Dominicana [a qual rege o Angelicum], com o importante papel que ali ocupa a reflexão racional sobre a Fé e seus conteúdos, articulada magistralmente pelo Doutor Angélico [São Tomás], só pode favorecer este projeto, para que seja caracterizado pela coragem da verdade, a liberdade de espírito e a honestidade intelectual”. Ao final de seu comunicado, Francisco envia a bênção apostólica.

‘Angelicum’

A Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino de Roma, mais conhecida como Angelicum, nasceu com a formação do ‘Studium Conventuale’ dos dominicanos em Roma. Esse ‘studium’ daria origem depois à Universidade. Para o estabelecimento do studium o Papa Honorio III transferiu legalmente o complexo de Santa Sabina à Ordem dos Pregadores no dia 15 de junho de 1222.

Destacam os dominicanos que a universidade é colocada no desejo delineado por seu fundador, São Domingos de Gusmão, de constituir sua comunidade como a primeira ordem com uma missão acadêmica, que concretiza um lema da Ordem Dominicana, o de ‘contemplare e contemplata aliis tradere’: Contemplar e levar os frutos da contemplação aos outros. (EPC)

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