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Papa elogia Cazaquistão como exemplo de fraternidade entre os povos

Na audiência pontifícia, o Papa Francisco falou sobre sua última viagem ao Cazaquistão e sobre o exemplo do país asiático em promover a democracia e a fraternidade

Redação (21/09/2022 16:30, Gaudium Press) O Papa Francisco aproveitou a Audiência Geral desta quarta-feira, 21 de setembro, para discorrer sobre sua viagem ao Cazaquistão.

O Santo Padre esteve no Cazaquistão entre os dias 13 a 15 de setembro para participar do VII Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais.

Um país que promove a fraternidade entre os povos

Na Audiência na praça de São Pedro, Francisco fez questão de recordar que este congresso se realiza há mais de vinte anos por iniciativa dos governantes do país.

Esta iniciativa realiza-se há vinte anos pelas Autoridades do país, que se apresenta ao mundo como lugar de encontro e de diálogo, neste caso a nível religioso e, portanto, como protagonista na promoção da paz e da fraternidade humana”, disse o Papa.

Francisco falou sobre a Declaração final do Congresso, declaração que ressalta a importância da fraternidade humana. Ao mencionar a Declaração, o Papa evocou o encontro ecumênico de Assis, em 1986, proposto por João Paulo II.

“Penso no histórico Encontro inter-religioso a favor da paz, convocado por São João Paulo II em Assis, em 1986; muito criticado por pessoas que não tinham visão de futuro; penso no olhar clarividente de São João XXIII e de São Paulo VI; e também no das grandes almas de outras religiões – menciono apenas Mahatma Gandhi”, acrescentou o Papa Francisco.

Diferenças étnicas e democracia

Em seguida, ele descreveu seu encontro com as autoridades do país: o presidente, os governantes e o corpo diplomático. Durante este encontro, o Papa discorreu sobre a vocação do Cazaquistão como país de “encontro”.

De fato, o Papa explicou que o país conta com cerca de 150 grupos étnicos e oitenta línguas faladas em diferentes regiões do país.

Francisco elogiou as políticas democráticas do país, coisa nem sempre fácil de alcançar, mas que o país sabe realizar com maturidade e eficácia.

“Não” às armas nucleares

O Papa aproveitou para lamentar a guerra da Ucrânia e criticar a escolha e o uso de armas nucleares:

“Se deve reconhecer que o Cazaquistão fez escolhas muito positivas, como a de dizer ‘não’ às armas nucleares e a de boas políticas energéticas e ambientais. Isso foi corajoso”, afirmou Francisco.

Sobre a minoria de católicos no país, ele falou que eles desfrutam da “bem-aventurança da pequenez” e que ser em pequeno número não quer dizer que sejam fechados.

Ao contrário, os católicos cazaquistaneses  são convidados a tramar relações com outras denominações cristãs e a confiarem no Espírito Santo.

O Papa conclui por mencionar a Missa Solene celebrada em Nur-Sultan, capital do país, no dia da Exaltação da Santa Cruz. (FM)

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