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Papa alerta fiéis para o risco de uma religiosidade da aparência

O Pontífice advertiu que devemos tomar cuidado para não sermos bons apenas por fora, descuidando de purificar o nosso coração.

Redação (30/08/2021 16:26, Gaudium Press) No último domingo, 29 de agosto, durante a recitação do Angelus na Praça de São Pedro, o Papa Francisco comentou o Evangelho do dia ressaltando que a ação do Senhor é fundamentalmente a de querer devolver a Fé ao seu centro.

O Evangelho do apóstolo São Marcos expõe alguns fariseus escandalizados porque o Senhor permitiu que os apóstolos comessem com as mãos ‘impuras’, não seguindo a tradição de lavá-las. Nosso Senhor os invectiva como hipócritas, como representantes de um coração que “honra com os lábios”, mas cujo coração está distante de Deus.

“É o risco de uma religiosidade da aparência: aparentar ser bom por fora, descuidando purificar o coração. Sempre existe a tentação de ‘consertar Deus’ com alguma devoção externa, mas Jesus não se contenta com este culto. Ele não quer o externo, quer uma Fé que chegue ao coração”, disse Francisco a este respeito.

No Evangelho, Jesus diz à multidão que “não há nada fora do homem que, entrando nele, o torne impuro” e que, pelo contrário, é “de dentro, do coração” que nascem as coisas más, o Pontífice acrescentou:

“Estas palavras – comentou o Santo Padre – são revolucionárias, porque na mentalidade da época se pensava que certos alimentos ou contatos externos tornavam a pessoa impura. Jesus inverte a perspectiva: o que vem de fora não é ruim, mas o que nasce de dentro”.

Para vencer o mal, você deve primeiro derrotá-lo dentro de si mesmo

Mas também tendemos a pensar “que o mal vem principalmente de fora: do comportamento dos outros, daqueles que pensam mal de nós, da sociedade. Quantas vezes culpamos os outros, a sociedade, o mundo, por tudo o que nos acontece! A culpa é sempre dos ‘outros’: do povo, dos governantes, da má sorte ”, disse o Papa.

Francisco nos convidou a pedir ao Senhor “que nos livre de culpar os outros”. E que peçamos “a graça de não perder tempo contaminando o mundo com reclamações, porque isto não é cristão”. Em vez disso, Jesus nos convida a olhar a vida e o mundo com o coração. Se olharmos por dentro, encontraremos quase tudo que detestamos fora”.

Se “pedirmos sinceramente a Deus que nos purifique o coração”, começaremos a “tornar o mundo mais limpo. Porque existe uma maneira infalível de derrotar o mal: começar por vencê-lo dentro de si mesmo”, concluiu. (EPC)

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