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Países africanos registram o maior crescimento de cristãos no mundo

A África conta atualmente com quase 700 milhões de cristãos, sendo o continente com mais cristãos do mundo em termos de população.

O florescimento de vocações sacerdotais na África, Ásia, Oceania, América Latina é um dado constante registrado nos últimos anos: sacerdotes africanos sustentam e revigoram Igrejas europeias.

Redação (17/05/2021 16:05, Gaudium Press) Um estudo publicado na revista ‘Sociology of Religion’, de Oxford, revela que, apesar da crescente perseguição e a falta de apoio governamental à Igreja, os países africanos registram o maior crescimento do cristianismo no mundo.

A pesquisa, realizada entre os anos 2010 e 2020, analisou a correlação entre o crescimento do cristianismo e o apoio dos governos às igrejas cristãs em 166 países. Os dez países africanos que apresentaram maior crescimento do cristianismo foram: Tanzânia, Malawi, Zâmbia, Uganda, Ruanda, Madagascar, Libéria, Quênia, República Democrática do Congo e Angola.

Apoio estatal ao cristianismo acelera o declínio da população cristã

De acordo com o estudo, República Tcheca, Bulgária, Letônia, Estônia, Albânia, Moldávia e Sérvia, países com forte apoio estatal ao cristianismo experimentaram um declínio mais rápido da população cristã. O cristianismo também segue em queda na Alemanha, Lituânia e Hungria.

Segundo os responsáveis pelo estudo, “a maior ameaça à vitalidade cristã não é a perseguição, riqueza, educação ou pluralismo. É o apoio do estado. Paradoxalmente, o cristianismo se sai melhor quando tem que se defender sozinho”.

A África conta atualmente com quase 700 milhões de cristãos, sendo o continente com mais cristãos do mundo em termos de população. Além disso, os dez países com maior aumento de cristãos estão localizados na África subsaariana.

Para os estudiosos, as igrejas apoiadas pelo estado, frequentemente se veem privadas da substância espiritual que as pessoas que praticam a Fé consideram valiosa e isso leva os leigos a abandonar o cristianismo.

Na quarentena, os católicos africanos estavam ansiosos para poder voltar à celebrar juntos a Eucaristia, maior tesouro que Jesus deixou para a Igreja.

Buscar na Fé uma fonte de força

Contextos de discriminação anticristã, ao contrário do que se pode pensar, não enfraquecem o cristianismo, mas em alguns casos, esse tipo de perseguição até fortalece a Igreja Católica. Os cristãos que vivem sua Fé em ambientes difíceis de perseguição ou onde há maior pluralismo, são forçados a competir com outras religiões para sobreviver.

A perseguição religiosa não permite que os cristãos se tornem complacentes, pois os fiéis buscam na Fé uma fonte de força quando perseguidos, e isso atrai os não-crentes.

O objetivo principal deste estudo é o de incentivar as instituições religiosas para que evitem a tentação do privilégio. Segundo a pesquisa ressalta, a causa do declínio religioso é o acúmulo de riqueza. “Acredita-se que o aumento da prosperidade livra as pessoas de ter que buscar um poder superior para atender às suas necessidades diárias. Em outras palavras, existe uma ligação direta entre opulência e ateísmo”, concluiu. (EPC)

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