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Padre condenado por defender a vida dos não nascidos é homenageado pela Câmara dos Deputados

“O objetivo foi prestar uma justa homenagem e reconhecer o trabalho que o Movimento Pró-Vida, em Anápolis faz”, afirmou a deputada Chris Tonietto (PL-RJ).

Foto: Elaine Menke/Câmara do Deputados.

Redação (05/08/2022 09:22, Gaudium Press) A pedido da deputada Chris Tonietto (PL-RJ), a Câmara dos Deputados homenageou na última segunda-feira, 1º de agosto, o Padre Luiz Carlos Lodi, teólogo, jurista e presidente do Pró-vida Anápolis. “O objetivo foi prestar uma justa homenagem e reconhecer o trabalho que o Movimento Pró-Vida, em Anápolis faz. Assim reconhecemos, também, a tantas outras associações que fazem um trabalho digno, justo, louvável e digno de muitos aplausos”, afirmou a parlamentar.

O sacerdote ficou conhecido pela mídia em 2008, quando foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) a pagar uma indenização de R$ 398 mil reais por ter se manifestado contra a morte de uma criança no ventre materno. Em agosto de 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) não acolheu o recurso, o processo tramitou em julgado, esgotando as possibilidades de novas apelações.

Histórico de uma condenação injusta

Apesar da condenação ter sido em 2008, esta história teve início três anos antes. Em outubro de 2005, o Padre Lodi obteve uma liminar que impedia o aborto de um feto com a síndrome de ‘Body Stalk’, anomalia caracterizada pelo cordão umbilical curto e a não possibilidade de fechamento da parede abdominal, deixando os órgãos internos expostos.

Logo depois, a mãe da criança conseguiu na Justiça o direito de abortar pois segundo os médicos, por conta da grave doença, o bebê não teria condições de viver fora do útero. Enquanto ela tomava a medicação para dar andamento ao aborto, o padre obteve outra decisão que obrigou a gestante a interromper o procedimento e deixar o hospital. O bebê nasceu oito dias depois, morrendo duas horas após o parto.

Em entrevista à Gazeta do Povo, o sacerdote relatou que atualmente a justiça está tentando argumentar que o Pró-vida Anápolis, da qual o Padre Lodi é presidente, é uma instituição laranja na qual ele oculta seu patrimônio. Essa perseguição, que já dura mais de uma década, pois os únicos bens que o religioso possui são seus livros, que não são penhoráveis.

Foto: Divulgação/ProVida Anápolis.

A justiça está fazendo injustiça em relação à vida

Ao ser questionado sobre as inúmeras decisões da justiça em favor do aborto, o Padre Lodi afirmou que “a justiça está fazendo injustiça em relação à vida”. Segundo ele, “a justiça é, na terra, a esperança de obter a vontade de Deus cumprida, em particular nos seus mandamentos mais basilares como ‘não matar’, ‘não cometer adultério’ e ‘não furtar’. A justiça costumava ir ao encontro dos injustiçados, de acordo com a lei de cada povo”.

“Infelizmente, estamos vendo uma situação inusitada, os juízes que deveriam nos proteger estão se arrogando como legisladores para fazer decisões com forças de leis, iníquas e até contrárias a Constituição Federal”, lamentou.

O sacerdote defende a aprovação pelo Congresso do Estatuto do Nascituro, proposto pela deputada Chris Tonietto. A proposta defende o nascituro em todas as situações, reconhecendo os seus direitos enquanto pessoa. “Vale a pena fazer tudo para que seja aprovado no nosso país, seria uma bênção da qual nós precisamos”, garantiu.

A luta pró-vida no Brasil é contra os espíritos malignos

Sobre a luta pró-vida no Brasil, o presidente do Pró-vida Anápolis recordou que esta não é uma luta contra carne e sangue, mas é “contra os espíritos malignos, por isso temos que pedir a Deus que nos dê o auxílio de São Miguel Arcanjo e todos os anjos. Acredito que o pai da mentira está a frente disso tudo!”.

Após reconhecer que esta é uma luta espiritual, o sacerdote ressalta que devem ser usadas armas espirituais, sobretudo a oração implorando a misericórdia de Deus. “Não podemos cansar de repetir a jaculatória: ‘Coração imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto’, concluiu. (EPC)

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