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Os 117 mártires do Vietnã

Hoje, dia 24 de novembro, a Igreja celebra a memória de André Dung-Lac, sacerdote e companheiros mártires.

Redação (24/11/2022 09:53, Gaudium Press) São cento e dezessete mártires vietnamitas dos séculos XVI e XIX, proclamados santos por João Paulo II em 19 de junho de 1988. Já haviam sido beatificados em quatro ocasiões distintas: sessenta e quatro, em 1900, por Leão XIII; oito por Pio X, em 1906; vinte em 1909, pelo próprio Pio X e vinte e cinco por Pio XII, em 1951.

Foi o maior número de santos canonizados em uma única ocasião.

São oito bispos, cinquenta padres, cinquenta e nove leigos. Suas nacionalidades são: noventa e seis vietnamitas; onze espanhóis; dez franceses. Os religiosos pertenciam a diferentes ordens religiosas: onze dominicanos; dez da Sociedade de Missões Estrangeiras de Paris; outros do clero local, um seminarista, além de muitos pais de famílias, uma mãe, dezesseis catequistas, seis militares, quatro médicos, um alfaiate, camponeses, pescadores e chefes de comunidades cristãs.

Seis deles foram martirizados no século XVI, o restante entre 1835 e 1862.

Setenta e cinco foram decapitados. Os demais foram estrangulados, queimados vivos, desmembrados ou morreram na prisão devido à tortura, recusando-se a pisar na cruz de Cristo ou a admitir a falsidade de sua fé.

Dos 117 mártires, na fórmula de canonização, destacaram-se nomes de seis.

O primeiro, cuja carta se encontra na Liturgia das Horas, é André Dung-Lac. Ele nasceu no norte do Vietnã, em 1795. Foi catequista e depois sacerdote. Ele foi morto em 1839 e beatificado em 1900. Dois outros vêm do centro e do sul do Vietnã. O primeiro, Tomás Tran-VanThien, nascido em 1820 e preso quando iniciava sua formação sacerdotal, foi assassinado aos dezoito anos em 1838; o outro é Manuel Le-Van-Phung, catequista e pai de família, falecido em 1859 (beatificado em 1909).

Destaca-se também o nome de dois missionários espanhóis, o dominicano Jerónimo Hermosilla, e o também dominicano e bispo Valentín de Berriochoa. Há também o missionário das Missões Estrangeiras de Paris, Jean-Théophane Vénard.

Ai deles se vivessem hoje em dia! Ouviriam novas leis e novas predicações sobre a tolerância. Sobre a permissão religiosa, sobre os direitos da prática da fé que cada um escolhe.

Mas o que eles menos tiveram foi tolerância. O que menos houve com a Igreja Católica, em sua terra, seu querido Vietnã, foi tolerância. Eles sabiam que a pior intolerância é a dos tolerantes.

São João Paulo II, em 1988, para honrar o povo mártir do Vietnã, consagrou o dia 24 de novembro, dia do martírio de Santo André Dung-Lac, como a celebração de todo sacrifício cristão no país.

Com informações  Catholic.net.

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