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Opositor ao império da China em Hong Kong condenado a 14 meses de prisão

Jimmy Lai, dono do Apple Daily, é um dos vários condenados sob a nova Lei de Segurança Nacional do governo comunista continental.

Redação (16/04/2021 15:54, Gaudium Press) Em mais um passo em direção à completa sujeição de Hong Kong ao governo comunista da China continental, Jimmy Lai, promotor dos protestos pró-democracia na ilha em 2019, foi condenado a 12 meses de prisão por diferentes acusações sob a lei de segurança nacional de Pequim, que foi aplicada retroativamente a ele.

Lai fez sua grande fortuna (mais de US$ 1 bilhão) na indústria de vestuário, e depois entrou na mídia e fundou a Next Digital, que publica o Apple Daily, um jornal muito lido, muitas vezes extremamente crítico à liderança de Hong Kong e dos chineses. É por isso que sua condenação é também um ataque à liberdade de expressão. Foi condenado pelas manifestações de 18 de agosto de 2019 e pela as de 31 de agosto daquele mesmo ano.

Mas o Sr. Lai enfrenta agora outras seis acusações que podem fazer com que sua vida acabe na prisão. Esse é o cenário onde se movem os direitos da outrora Nova York do Oriente.

Contexto histórico

A Grã-Bretanha devolveu Hong Kong aos chineses em 1997, quando foi criada uma lei básica que supostamente funda o princípio de “um país, dois sistemas”, que hipoteticamente respeitaria certas liberdades ocidentais em vigor na rica ilha.

Mas quando os habitantes perceberam que essas liberdades logo seriam essencialmente desgastadas, começaram os protestos, multitudinários, em 2019. Os protestos continuaram, e em 2020 alguns tiveram episódios violentos.

No ano passado, o governo central introduziu uma lei draconiana de segurança nacional, que pode ser usada para perseguir qualquer dissidente em Hong Kong. E com base nessa lei, Lai foi condenado e com ele, aproximadamente mais 100.

No início da semana, o Apple Daily do Sr. Lai publicou uma carta dele enviada da prisão, que diz, entre outras coisas: “É nossa responsabilidade como jornalistas buscar a justiça. Enquanto não nos deixemos cegar por tentações injustas, enquanto não permitirmos o curso do mal entre nós, estaremos cumprindo nossa responsabilidade.”

 

Com informações da BBC

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