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O valor do fracasso

Um “companheiro” que sempre está presente ao longo da vida. Como devemos tirar proveito dele?

Redação (17/09/2021 09:32, Gaudium Press) Uma das coisas mais difíceis para um homem aceitar é, sem dúvida, o fracasso. Reconhecer que todos os seus esforços não serviram para atingir a sua meta, custa terrivelmente. Contudo, se analisamos a história dos homens, veremos facilmente que todos, num momento ou outro, em maior ou menor grau, tiveram fracassos ao longo da vida.

Um presente de Deus…

Entretanto, qual é a razão disto? Não é verdade que Deus sempre deseja o bem de seus filhos? De fato, tudo o que Ele deseja ou permite acontecer conosco visa a nossa felicidade. Qual, então, a explicação do fracasso?

A essa pergunta tão delicada encontraremos uma resposta nas palavras de São Paulo. Assim ele afirma: “Prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. […] Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte” (2 Cor 12, 9b-10).

Portanto, nós devemos nos alegrar em nossas fraquezas, pois desse modo fica patente o quanto nós, por nós mesmos, somos incapazes de qualquer sucesso e precisamos da ajuda celeste. Um fracasso, considerado sob esse prisma, é realmente um presente vindo do Céu.

Em várias ocasiões, achamos ser capazes de viver felizes sem colocar Deus no centro. É por isso que muitas vezes Ele permite um fracasso para afirmar o contrário à nossa contumácia.

Destarte, quando um homem ajoelha, reconhece as suas fraquezas e pede perdão, Deus pode operar nele maravilhas que não operaria se ele não aceitasse bem tal queda.

Consequentemente, poderíamos afirmar, parafraseando as palavras do Divino Mestre: Bem-aventurados os que caem e reconhecem a sua falta, pois serão levantados pela misericórdia de Deus.

Por Jerome Sequeira Vaz

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