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O segredo da verdadeira felicidade

As riquezas não evitam as enfermidades e a morte, e podem ser perdidas por qualquer contratempo. A saúde, a beleza e a força são bens passageiros e meramente corpóreos que terminam, na melhor das hipóteses, com o fim desta vida.

Redação (25/09/2020 17:31, Gaudium Press) A expressão francesa, “tout passe, tout lasse, tout casse et tous se remplace – tudo passa, tudo se quebra, tudo se desgasta, e tudo se substitui”, exprime, de modo inteligente e sintético, o mesmo vazio das coisas deste mundo e a frustração de todos aqueles que puseram apenas nelas a sua alegria. É dessa transitoriedade que advêm as guerras, inseguranças, rixas, infortúnios, malogros, desânimos e, às vezes, o próprio desespero. Mas onde procurar a felicidade, pela qual todo homem anseia?

No mundo existem alegrias aparentes que trazem satisfações momentâneas, ao passo que a prática da virtude nos proporciona um contentamento de fundo de alma que predispõe para grandes atos de heroísmo e se prolongará por toda a eternidade.

O Mestre chama à verdadeira felicidade

Os mesmos princípios, de radicalidade na entrega e devotamento íntegro aos encargos inerentes ao próprio estado de vida, são aplicáveis a todos os batizados, quer os escolhidos para o sacerdócio ou a vida religiosa, quer os chamados a constituir família e exercer uma profissão.

Em qualquer desses casos, todos nós ouvimos em determinado momento, uma voz interior a nos dizer, com tom aveludado, mas imperioso: “Segue-Me”. Se aceitamos o divino convite, ficaremos, a partir desse instante, amorosamente “confiscados” por Jesus. Pois nossa vida Lhe pertence e nossa entrega a Ele deve ser total.

O demônio, criatura abjeta e invejosa da recompensa que nos está prometida, muitas vezes se vê incapaz de demover as almas eleitas do caminho da santidade. Neste caso, ele as tenta a praticar a virtude com moleza e a voltar frequentemente as vistas para trás, procurando incutir nessas almas a ilusão de que, assim procedendo, para elas o fardo se tornará mais ligeiro e o sofrimento, menor.

Ora, Nosso Senhor não tolera a tibieza em seus seguidores. Quem vive em função do próprio interesse executa mal os labores na vinha do Senhor e jamais conseguirá ser feliz. Nesta terra, a verdadeira alegria está somente ao alcance daqueles que se dedicam por inteiro ao cumprimento da própria missão.

Nas lutas, elevemos o nosso espírito ao alto

Ao longo do caminho traçado pela Providência para cada um de nós, todos nos depararemos com alegrias e consolações, mas também com momentos de tristeza e desolação, contingência inevitável neste vale de lágrimas. Não estranhemos quando eles cheguem e, nessas horas de sofrimento, tendo sempre presente que a verdadeira felicidade está apenas em Deus, fonte de todo o bem e de todo amor, esforcemo-nos especialmente em não olhar para trás, pois nas vias do discípulo de Jesus, leve é o fardo de quem tudo entregou, e pesado o daquele que optou pelas concessões e meios-termos.

Se em determinada situação o peso das nossas obrigações nos fizer cambalear, voltemos confiantes os olhos para Nossa Senhora, na certeza de que Ela nos protegerá e consolará.

E quando chegar, por fim, o dia de ingressarmos nas delícias eternas do Céu, compreenderemos o quanto Ela e Seu Divino Filho estão sempre ao lado de quem dedica sua vida a segui-Los de todo o coração.

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

Texto extraído, com adaptações, da revista Arautos do Evangelho n.102 junho 2010.

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