O mundo digital é o novo território missionário, indica Arcebispo filipino
Dom Rex Andrew Alarcon exortou comunicadores e missionários a levarem o Evangelho ao ambiente virtual com discernimento, ética e espírito de comunhão.
Manila – Filipinas (17/09/2026 15:45, Gaudium Press) Diante de diversos missionários digitais católicos, o Arcebispo de Cáceres, Dom Rex Andrew Alarcon, ressaltou que “o novo território da missão não são os mares, nem o ar, mas a esfera digital. Não um mundo paralelo, mas um mundo em que vivemos. Já estamos lá”. Ele justificou que as pessoas já vivem, trabalham e buscam significado no mundo digital.
Um chamado ao pensamento crítico na era digital
Exortando os comunicadores asiáticos para que levem o Evangelho aos espaços online com discernimento, pensamento crítico e um forte senso de comunidade, o presidente da Comissão Episcopal de Comunicações Sociais da CBCP, reforçou que os espaços digitais se tornaram locais onde as pessoas formam opiniões, constroem relacionamentos e encontram informações, tornando-se parte do cotidiano da vida humana.
Alertando para as rápidas mudanças tecnológicas, Dom Alarcon destacou as novas questões éticas levantadas pelo uso da inteligência artificial, que não deve jamais substituir o julgamento humano. “Agora estamos terceirizando nossa inteligência”, lamentou. Ele também incentivou os missionários digitais a não delegarem o próprio pensamento às máquinas.
Muito além de seguidores: a vocação de construir comunidades
O Arcebispo também defendeu o “sentimento crítico”, que descreveu como o reconhecimento das emoções, permitindo que a reflexão e o discernimento orientem as respostas ao conteúdo online. Ele alertou ainda que as redes sociais podem rapidamente desencadear raiva, medo, indignação, admiração, inveja ou divertimento, desafiando os cristãos a refletirem se a sua presença online conduz as pessoas à verdade e à compaixão.
Por fim, Dom Alarcon sublinhou que a missão digital não deve se concentrar apenas em influência, seguidores ou conteúdo, mas também deve ajudar a construir comunidades enraizadas na Fé Cristã. “O convite que recebemos não é apenas para influenciar os outros, mas também para formar comunidades. Somos chamados a ser Igreja”, concluiu o prelado. (EPC)






Deixe seu comentário