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O Ipiranga: testemunha de um nascimento

Um monumento que tem muito a nos dizer…

Redação (05/09/2020 10:49, Gaudium Press) Quem se desloca diariamente pelas ruas de São Paulo por vezes é acometido por duas sensações.

Em primeiro lugar, vendo a agitação própria às incontáveis atividades que ali se desenvolvem; ouvindo o estrepitoso ruído dos transeuntes, dos automóveis e das vozes dos vendedores ambulantes; escutando, sem muita atenção, os clamores dos megafones, dos manifestantes e de todos aqueles que compõem, enfim, a intensa vida que corre pelas artérias de uma das maiores cidades do mundo, poderão alguns, talvez, sentir-se um tanto sufocados.

Entretanto, parece que mãos misteriosas puseram, em meio àquele afã de progresso, de lucro e de novidades, alguns oásis que emergem de um passado saudoso e cheio de glória. Quem os vê tem a impressão de que eles estão à espera de algum interlocutor disposto sair do contexto moderno e ouvir sua interessantíssima história…

Um destes é o museu do Ipiranga e seu monumento, os quais representam um dos momentos mais evocativos do passado do Brasil.

Nele vemos D. Pedro I, que, segundo a tradição – aliás um tanto discutida atualmente – puxa sua espada e brada corajosamente: “Independência ou morte!”

Perdoe-nos o falecido imperador pelo que diremos agora, mas hoje sabemos que, como bom português e neo-brasileiro, ele tinha certeza de que o que viria era a independência, e não a morte…

De qualquer forma, o gesto não deixa de ser belo, e bem simboliza o espírito tradicional brasileiro: sumamente pacífico, conciliador e de uma sabedoria popular, singelae descomplicada. É preciso que o país se torne independente? Pois bem, que fique o pai – D. João VI – governando Portugal; e o filho, o Brasil.

Mas o monumento ainda não se cala, tem mais uma palavra a dizer… A grandeza de suas dimensões, a quantidade enorme de personagens ali retratados e o fogo perene que o assiste dia e noite nos recordam que aquele acontecimento glorioso, por assim dizer, ainda vive.

A proclamação da independência perpetuou-se naquele monumento não como um mero fato político, mas como o marco inicial da vida de uma nação.

Aquele lugar viu nascer o Brasil, que ali recebeu certamente a primeira bênção de Nossa Senhora, seu primeiro sorriso e suas mais esperançosas promessas.

Por Oto Pereira

 

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