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O Cristo Redentor será desapropriado da Igreja Católica?

A Igreja Católica é a proprietária do Santuário do Cristo Redentor e de todo o platô no topo do Corcovado onde está situado o monumento religioso.

Rio de Janeiro (23/09/2021 17:08, Gaudium Press) Um projeto de lei de autoria do deputado estadual Dionísio Lins (Progressista-RJ), apresentado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), sugere que seja feita a desapropriação do terreno do entorno do Cristo Redentor, um dos cartões postais da cidade.

Área do entorno do Cristo pertence ao Parque Nacional da Tijuca

Segundo o político, a ideia é passar essa área do entorno, que atualmente pertence ao Parque Nacional da Tijuca e é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, para a administração da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

A Igreja Católica é a proprietária do Santuário do Cristo Redentor e de todo o platô no topo do Corcovado onde está situado o monumento religioso, além disso, ela também é a responsável pela manutenção do monumento e pelas celebrações no local. Na base do Cristo há uma capela dedicada à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Discussão que traz prejuízos

O texto do projeto de lei 4855/2021 ressalta que a gestão do terreno onde está localizada a imagem do Cristo Redentor “ficará a cargo do Poder Executivo, podendo ainda, a Secretaria de Estado de Turismo contribuir também na organização do local” e que a “Arquidiocese do Rio de Janeiro poderá, havendo necessidade e legítimo interesse, efetuar convênios para a gestão da área”.

“Toda essa discussão em torno de quem manda no local vem trazendo prejuízo não só aos cariocas, como também aos milhares de turistas que visitam diariamente o local. Nossa finalidade é a de resguardar a área para que os atos litúrgicos sejam mantidos”, afirmou Dionísio Lins em entrevista ao jornal O Dia. (EPC)

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